segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Três Mulheres no Divã de Freud" de Adísia Sá e Cleto Pontes (1º de dezembro - terça-feira)


Dia: 1º de dezembro de 2009 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Centro Cultural OBOÉ (Maria Tomásia, 531, Aldeota)
Apresentação: João Dummar Filho (Psiquiatra e escritor)
Editora: Armazém da Cultura

Sobre a Obra: Nesse livro, a autora mantém seu espírito desafiador, combativo e ousado, ao recriar para si, e para os leitores, três personagens literárias do século 19. Elas compõem o arquétipo feminino da mulher apaixonada que se rebela contra o papel que a sociedade lhe impôs: Capitu, de Machado de Assis; Ema Bovary de Gustave Flaubert e Ana Karênina de Tolstói. Todas elas em busca de um oráculo que Adísia, com sua brilhante inteligência e coragem, determina ser Sigmundo Freud. Num processo de sincronicidade, o psicanalista recebe pacotes com textos escritos pelas três mulheres, a ele endereçados, contendo diários, cartas, segredos revelados, confidências... E o temperamento rebelde da autora transforma o destino das personagens-tema, criando um novo desfecho para cada uma delas, mas sempre trágicos. Para o papel de Freud, Adísia conclamou o psiquiatra Cleto Pontes, que, num processo de alteridade, analisa com acurada percepção e um texto adorável os casos apresentados por Adísia. Num livro inovador e de interesse fabuloso, Adísia Sá se aproxima ainda mais de seus leitores, aprofundando a experiência e revelando novas faces de sua extraordinária personalidade.”

Ana Miranda

Fundação Casa das Américas na Casa de José de Alencar (01.12)


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Nos 4 primeiros dias de dezembro de 2009, a Casa de José de Alencar, em Fortaleza (Ceará) será palco de uma celebração algo incomum em terras brasileiras. Ali será homenageada umas das principais instituições culturais da América Latina na segunda metade do século passado, a Casa das Américas, de Cuba, que cumpre 50 anos de vida e incansável dedicação à cultura em nosso continente. O evento, que tem a iniciativa e curadoria do brasileiro Floriano Martins e do cubano Norberto Codina, ambos poetas e editores, contará com a presença expressiva da quase totalidade da diretoria da instituição cubana. O evento será constituído por uma série de 5 mesas de debate, exibição de documentários e exposição fotográfica. Também estará ao dispor do público uma mostra de livros e revistas produzidos em Cuba nas últimas décadas. A oportunidade, além de singular em termos de homenagem – a leitura política internacional de tudo quanto é tema cubano acabou cegando a percepção em relação à contribuição cultural da Casa das Américas –, permitirá aberta discussão acerca da atuação histórica e perspectiva atual da entidade. O evento, que foi concebido pelos diretores da tradicional revista cubana La Gaceta de Cuba, Norberto Codina, e do Projeto Editorial Banda Hispânica (Floriano Martins), conta com o estímulo valioso da Fundação Bernardo Feitosa, entidade ligada à Casa da Amizade Brasil-Cuba, e da Secretaria da Cultura do Ceará.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

01/12 – Terça-feira:
19h00 – Inauguração. Palavras do Secretário da Cultura do Estado, seguidas de uma conversa informal entre Secretário e convidados cubanos, com moderação dos curadores.
Abertura da mostra fotográfica, a cargo de Rafael Acosta.
Coquetel com música cubana ambiente programada pela curadoria.

02/12 – Quarta-feira:
08h00 às 20h00 – Retrospectiva fotográfica Mostra e venda de livros e revistas da Casa das Américas.
17h00 – Ciclo de documentários: “A Revolução cubana. Entre a arte e a cultura”, de Rebeca Chávez (57 minutos) Apresentação: Norberto Codina.
19h00 – Conferência de Jorge Fornet: “50 anos de Fundação Casa das Américas” Debatedores: Yolanda Wood, Maité Hernández-Lorenzo e Roberto Zurbano Mediação: Floriano Martins.

03/12 – Quinta-feira:
08h00 às 20h00 – Retrospectiva fotográfica Mostra e venda de livros e revistas da Casa das Américas.
17h00 – Ciclo de documentários: “Por primera vez”, de Octavio Cortázar (10 minutos) “El son me salió redondo” (sobre Nicolás Guillén), de Pury Faget (56 minutos) Apresentação: Maité Hernández-Lorenzo.
19h00 – Conferência de Yolanda Wood: “Guillén y el Caribe” Debatedor: Norberto Codina Mediação: Floriano Martins.

04/12 – Sexta-feira:
08h00 às 20h00 – Retrospectiva fotográfica Mostra e venda de livros e revistas da Casa das Américas.
17h00 – Ciclo de documentários: “Yo soy del son a la salsa”, de Rigoberto López (100 minutos) Apresentação: Roberto Zurbano.
19h00 – Debate: “As revistas da Fundação Casa das Américas (Anales del Caribe, Casa de las Américas, Conjunto, Boletín Música) y otras revistas cubanas (Arte Cubano, La Gaceta de Cuba)” Convidados: Jorge Fornet, Yolanda Wood, Maité Hernández-Lorenzo, Roberto Zurbano e Rafael Acosta Mediação: Norberto Codina e Floriano Martins.
21h00 – Encerramento. Palavras finais do Secretário da Cultura do Estado.

1 INSTITUIÇÃO HOMENAGEADA - CASA DAS AMÉRICAS
Principal instituição cubana ligada à cultura, a Casa das Américas foi criada em 1959 por Haydée Santamaría e é atualmente presidida por Roberto Fernández Retamar. Ao longo de sua trajetória tem cumprido de maneira digna a múltipla função de divulgação, incentivo, auspício, premiação e publicação de escritores, artistas plásticos, músicos, gente de teatro e estudiosos da literatura e das artes, primando pelo fomento ao intercâmbio entre instituições e pessoas em geral em todo o mundo.

2 CONVIDADOS:
MAITÉ HERNÁNDEZ-LORENZO
Havana, 1970. Jornalista e crítica teatral. Diretora de Comunicação e Imagem da Casa das Américas, responsável por suas campanhas de promoção de eventos e projetos culturais. Também para esta instituição dirige o portal informativo La Ventana. Prêmio Nacional de Jornalismo Cultural (1998).

ROBERTO ZURBANO
Havana, 1965. Ensaísta e crítico cultural. Prêmio Nacional de Jornalismo Cultural em duas ocasiões. Dirige a revista Movimiento, dedicada à cultura Hip Hop, e o Fundo Editorial Casa das Américas.

YOLANDA WOOD
Havana, 1950. Crítica e pesquisadora. Diretora do Centro de Estudos do Caribe da Casa das Américas. Dentre seus livros encontram-se De la plástica cubana y caribeña, Artistas del Caribe hispano en Nueva York, Las Artes plásticas del Caribe, praxis y contexto y Proyectos de artistas cubanos en los años ‘30.

RAFAEL ACOSTA DE ARRIBA
Havana, 1953. Poeta, ensaísta e crítico de artes. Foi diretor do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americana, em Cuba. Presidiu o Conselho Nacional das Artes Plásticas. Atualmente é pesquisador titular do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Cultura Cubana.

JORGE FORNET
Bayamo, 1963. Poeta e ensaísta. Coordenador do Prêmio Literário Casa das Américas, instituição na qual é também diretor de seu Centro de Pesquisas Literárias. Prêmio Alejo Carpentier de Ensaio (2006).

3 CURADORES
FLORIANO MARTINS
Fortaleza, 1957. Poeta, ensaísta, tradutor e editor. Diretor do Projeto Editorial Banda Hispânica. Professor convidado da Universidade de Cincinatti (Ohio, Estados Unidos). Curador da Bienal Internacional do Livro do Ceará (2008-2010).

NORBERTO CODINA
Caracas, 1951. Poeta, jornalista e editor. Dirige há mais de 20 anos a revista de arte e literatura La Gaceta de Cuba. Prêmio Nacional de Jornalismo Cultura (2002). Além de sua própria poesia, tem se destacado como organizador de inúmeras antologias da poesia cubana no exterior. Membro do Latin American Studies Associaton (LASA).


domingo, 22 de novembro de 2009

Lançamento "Contos Reunidos" vol 1 de Nilto Maciel, comemorativo de 35 anos de "Itinerário" (26.11)


A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - SECULT/CE e a Editora Bestiário (RS) têm a satisfação de convidar para o lançamento do 1º Volume de Contos Reunidos de Nilto Maciel, marco comemorativo de 35 anos do lançamento de Itinerário (1974), primeira obra do contista, no projeto “Diálogos Culturais” do Espaço Cultural Faustino .
O volume acolhe três obras do autor (Itinerário -1974, Tempos de mula preta - 1981 e Punhalzinho cravado de ódio -1986), um dos contistas cearenses com maior produção e maior visibilidade nacional, fundador da revista O SACO e editor da Literatura: revista do escritor brasileiro.
Após a apresentação da obra e do autor, acontecerá a sessão de autógrafos e será oferecido coquetel.

Data: 26 de novembro de 2009 (quinta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Espaço Cultural Faustino/Restaurante Faustino (Av. Beira-Mar, 3821, Fortaleza, Ceará)
Apoio Cultural: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará e Espaço Cultural Faustino
Informações: 3101.6790
Sobre o Autor:

NILTO MACIEL nasceu em Baturité, Ceará, em 1945. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará em 70. Criou, em 76, com outros escritores, a revista O Saco. Mudou-se para Brasília em 77, regressando a Fortaleza em 2002. É editor da revista Literatura desde 91. Obteve primeiro lugar em alguns dos grandes concursos do país, como: Brasília de Literatura, promovido pelo Governo do Distrito Federal, com A Última Noite de Helena (romance) em 1990, Graciliano Ramos, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina, com A Rosa Gótica (romance) em 1996; Bolsa Brasília de Produção Literária, com Pescoço de Girafa na Poeira (conto) em 1998; Eça de Queiroz, União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, com Vasto Abismo (novela) em 1999; VI Prêmio Literário Cidade de Fortaleza, Fundação Cultural de Fortaleza, com o conto Apontamentos Para Um Ensaio; IV Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará na categoria de pesquisa em Literatura Cearense, em 2007. É autor de Itinerário (contos, 1974); Tempos de Mula Preta (contos, 1981); A Guerra da Donzela (novela, 1982); Punhalzinho Cravado de Ódio (contos, 198); Estaca Zero (romance, 1987); Os Guerreiros de Monte-Mor (romance, 1988); O Cabra que Virou Bode (romance, 1991); As Insolentes Patas do Cão (contos, 1991); Os Varões de Palma (romance, 1994); Navegador (poemas, 1996); Babel (contos, 1997); Panorama do Conto Cearense (ensaio, 2006) e A Leste da Morte (contos, 2006). Tem contos e poemas publicados em esperanto, espanhol, italiano e francês. O Cabra que Virou Bode foi transposto para a tela (vídeo), pelo cineasta Clébio Ribeiro, em 1993.

"Sweet Dreams" de Júnior Ratts no Projeto Bazar das Letras do SESC (26.11)


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Coquetel de Lançamento da Antologia Papo Literário (24.11)

Lançamento

Data: 24 de novembro de 2009
Horário: 20h
Local: Ideal Clube (ao lado do restaurante)
Organização: Mônica Silveira, YolandaMarkan e Joselita Feitosa
Promoção: TV CEará, Premius e Ideal Clube
Sobre a Antologia e o Papo Literário
A TV Ceará, vinculada à Secretaria da casa Civil do Governo do Estado do Ceará, que há 35 anos foi inaugurada com o nome de TV Educativa, com o objetivo inicial de levar a educação às localidades mais distantes do Ceará, e, posteriormente, passando a priorizar também a formação da cidadania valorizando a cultura regional e a informação jornalística, lança, juntamente com a Premius Editora, a Antologia do Papo Literário, coletânea de mais de 80 poesias de autores cearenses, além de autores nacionais e estrangeiros, que inspiraram o quadro CLIPOEMAS.

A edição, comemorativa de um ano de exibição deste que é, hoje, o maior programa literário da televisão que muito contribui para divulgação e visibilidade dos talentos locais, tem o prefácio de Guto Benevides e apresentação de Yolanda Markan.

Neste primeiro ano, a revista eletrônica literária da TVC, apresentada por Danilo Amaral e Mônica Silveira, conseguiu mostrar diferentes aspectos da literatura, desde a forma clássica, até a virtual.
Entrevistou diversos escritores renomados (Ana Miranda, Juarez Leitão, Lira Neto, Barros Pinho, Batista de Lima, Ubiratan Aguiar, Jorge Tufic, Ruy Câmara, Rosa Alice Branco, Pedro Salgueiro, Nilto Maciel, Raymundo Netto e muitos outros) e divulgou eventos, obras, novos autores, movimentos literários e tudo o mais que diz respeito ao livro, à leitura e à literatura.

sábado, 21 de novembro de 2009

Prêmio Gandhi de Comunicação 2010

Prêmio Gandhi de Comunicação 2010

O Prêmio Gandhi de Comunicação 2010, da Agência da Boa Notícia, terceira edição, está lançado. A maior novidade desta terceira edição é a abrangência nacional que o concurso passa a ter.
De acordo com o Regulamento, vão valer os trabalhos veiculados em todo território brasileiro, desde que o conteúdo da reportagem – de TV, rádio ou jornal impresso -, ensaio fotográfico, anúncio ou campanha publicitária tenha relação com o Estado do Ceará. Jornalistas, publicitários e estudantes de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade & Propaganda) podem inscrever os trabalhos até o dia 14 de maio de 2010.
O tema do concurso é a Cultura de Paz. Assim, serão aceitos trabalhos que divulguem idéias, ações, projetos, assuntos que colaborem para a harmonia social. Serão R$ 30 mil em prêmios distribuídos em sete categorias: (1) Jornalismo Impresso (R$ 5 mil), (2) Telejornalismo (R$ 5 mil), (3) Radiojornalismo (R$ 5mil), (4) Fotojornalismo - Ensaio (R$ 5mil), (5) Publicidade & Propaganda (R$ 5 mil), (6) Trabalho Universitário de Jornalismo (R$ 2.500,00) e (7) Trabalho Universitário de Publicidade & Propaganda (R$ 2.500,00).
O período de veiculação dos trabalhos deve ser de 1º de maio de 2009 a 14 de maio de 2010. O Regulamento e o Formulário de Inscrição estarão disponíveis no site www.boanoticia.org.br e na sede da Agência da Boa Notícia (Avenida Desembargador Moreira 2120, Sala 1307 - Aldeota – CEP 60170-002. Os trabalhos de participantes de outras cidades do Ceará e outros estados, enviados pelo Correio, devem ter data de postagem até 14 de maio de 2010, último dia de inscrição, com confirmação via e-mail.


Mais Informações: Agência da Boa Notícia - (fone: 85. 3224 5509)
Angela Marinho - Diretora de Comunicação
Carmina Dias - Jornalista Responsável

Os "FitoManos" de Raymundo Netto em "Dúvida cruel"

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Crônica de Pedro Salgueiro para O POVO



Crônica Farta de Assunto
Pedro Salgueiro para O POVO

www.noolhar.com/opovo/vidaearte/929987.html

Todo cronista que se preze, até um projeto mal enjambrado feito eu, tem seus dias de falta de assunto; desde o genial e mestre de todos os nossos cronistas, Rubem Braga, passando pelos mais reles escrevinhadores de província, fizeram e fazem da falta de assunto o assunto do dia. O mestre de Cachoeiro do Itapemirim (Ah, saudoso Braga, como fazes falta...) fez uma genial página sobre o assunto, outra reclamando porque uma leitora protestou pelo fato de ele ter repetido um belo texto num dia de pouca imaginação; sapecou que era uma injustiça, já que uma música era tão mais valorizada quanto mais fosse repetida, já o cronista... Realmente: Uma injustiça!

Pois bem, venho nestas linhas reclamar, confessar, lamuriar, que estou tendo sérias dificuldades justamente pelo excesso de assunto. Aliás, nossa pobre rica sociedade tem seus maiores pecados pelo excesso de tudo: excesso de alegria geralmente não acaba bem, vejam nossos perigosíssimos estádios de futebol, nossas casas de shows, nossas festas religiosas. Onde tem excesso de gente, tem excesso de problemas. Excesso de tristeza, então, nem se fala. A grande quantidade de carros tem deixado nossas vias impraticáveis, estupidamente inviáveis. O crescimento dos parques industriais e da produção de carne tem destruído nossa frágil farta natureza. Enfim, apesar da falta de alimentos e chuvas que assolam nossa ressequida terrinha nordestina, tenho bem mais medo do excesso que da escassez.

Talvez por isso eu seja um carinha comedido, com exceção da comida e da bebida, sem riquezas, sem muitos amigos (raríssimos e tristes inimigos), de poucas alegrias e quase nenhuma ira. Não possuo carro, mas peco pelo excesso de livros, tenho aos poucos os doado pra me livrar do fardo. Devagarinho fui descobrindo que quanto mais se tem livros menos se lê (seria por esse motivo que raríssimos bibliófilos foram ou sejam cultos?)... Acho que exatamente pelo problema do excesso: não se sabe qual escolher, mal se começa um já se quer passar pra outro... Cismei de botar uma pequena estante isolada no quarto, pouquíssimos livros, resultado: mais leitura, tem-se o domínio de limites... A velha história da construção da Muralha da China: dividiram em muitos pedaços para que não viesse o desânimo do excesso, do excesso do que falta ainda. Seria, também, por isso que com o advento da Internet, com a grande quantidade de informações absorvida diariamente, temos mais e mais indivíduos rasos, de pouca ou quase nenhuma verticalidade?

Talvez por isso escreva pouco, curto; gosto dos livros pequenos; dos que falam pouco... dos que prometem pouco, dos que são realmente parcos!

Comecei a semana pensando em escrever sobre a queda iminente do meu eminente e querido Fortaleza Esporte Clube, que amargamente caminha rumo à terceira divisão do futebol nacional (depois de uma gloriosa década em que foi três anos frequentador da primeira divisão brasileira e ganhou oito de dez títulos cearenses disputados), faltou coragem. Sobre a violência que campeia em nossa sonsa loirinha endiabrada pelo sol teria que escrever um romance de mil páginas, tanto é o farto arsenal de casos que se avolumam em rubras páginas policiais escritas e televisivas. Sobre o cotidiano simples e mundano de nossas ruas e bairros tenho um prato farto de velhas novidades. O próprio umbigo, que sempre rendeu aos bons cronistas de todas as épocas uma variação segura de bons assuntos, anda por demais sujo. Cera em demasia, o excesso de pudor interiorano... De tanto assunto, sobrou o vazio da escolha tardia.

***
Sei que para justificar (pra haver um casamento perfeito entre forma e tema) eu deveria escrever uma imensa crônica, pois o excesso de assunto ajudaria.

Não fosse o irreprimível excesso de preguiça a que me vi acometido neste dia de hoje.
PEDRO SALGUEIRO nasceu em Tamboril, Ceará, onde fez o primário na Escola General Sampaio; veio adolescente pra Fortaleza, terminando o 2º grau no antigo colégio São João. Bacharelou-se em História, pela UFC, e em Pedagogia, pela UECE. É funcionário do Poder Judiciário Federal

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Reunião do Fórum de Literatura do Estado do Ceará/FLEC (18.11)


Fórum de Literatura do Estado do Ceará (FLEC)



Data: 18 de novembro de 2009
Horário: 18h30
Local: Salão de Eventos da Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel
Pautas:
1. Leitura e Aprovação da Carta do Fórum de Literatura e Leitura do Estado do Ceará, elaborada a partir das informações coletadas durante o "Seminário do Autor ao Leitor – Camihos do Livro e da Literatura", realizado em setembro/2009.
2. Eleição da primeira composição do Conselho Administrativo, que, segundo o Regimento Interno é composto por um Coordenador Geral, um Secretário Executivo e um Assessor de Comunicação.
É importante a presença de todos para que possamos fortalecer o Fórum, tornar a discussão cada vez mais democrática e concretizar os projetos de incentivo à nossa literatura.
Importante: para ter direito ao voto é preciso que a Instituição Formal ou Informal encaminhe os nomes de seu representante e/ou suplente para o e-mail forumdeliteratura.ce@gmail.com, e no dia da reunião leve documento (declaração, ofício, ata etc) que comprove a sua representação.
Comissão Provisória do FLEC:
Mileide Flores: 85 88029656
Luiza Amorim: 85 88040503
Urik: 85 87498561
Francilio Dourado: 85 88864218

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lançamento do Livro de poemas e canções de Henrique Beltrão (21.11)

Sarau de Lançamento
Data: 21 de novembro de 2009 (sábado)
Horário: 17 às 20 h
Local:Foyer do Theatro José de Alencar
Participação: parceiros de rádio, música e poesia

Sobre SIMPLES:
Segundo livro de poemas e canções de Henrique Beltrão, que lançou em 2006 a primeira edição de Vermelho e, em 2007, a segunda. Henrique contou com Sarah Diva Ipiranga, professora de Literatura Comparada da UECE, e Fátima Souza, mestre em Literatura Brasileira pela UFC, na revisão dos originais e na apresentação da obra. Ticiana Telles Melo fez a revisão dos originais em francês e Saul Ferreira criou a capa e o projeto gráfico.
Simples é dedicado à amada do poeta, Karla Martins, que assina as fotos da capa e da orelha, às famílias dele e a seus amigos poetas Horácio Dídimo e Luiz Teixeira, que Beltrão anuncia como mestres da simplicidade.

Simples tem uma centena de páginas espraiadas em quatro capítulos, compostos em um formato longilíneo, assim como no Vermelho: Uma simples palavra; Amor, tão simplesmente; Simples parcerias; Simples dizer. A exemplo do livro primeiro, principia com o tema preferido do poeta, a palavra, traz poemas de amor e, antes de fechar com versos avulsos, vêm as parcerias com Alan Mendonça, Alex Costa, Dumar, Jord Guedes, Paulo de Tarso, Pingo de Fortaleza, Rafael Lima, Rodrigo BZ, Rogério Franco.

Em Simples, Beltrão busca a simplicidade. Uma versão em francês da clássica Ponta do Lápis, de Rodger e Clodo, e um poema para Josso dão um tom francófono, en passant. O poeta canta ainda sua terra, reverencia Patativa do Assaré, Quinteto Agreste. O autor dialoga com a sabedoria cristã e taoísta, com a poesia pagã, com Quintana, Vinicius, Bandeira, Buarque... E Henrique Beltrão agradece, simplesmente agradece; dá graças a Deus e à Poesia, aos amigos e amigas, aos seus mestres espirituais e ao leitor, à leitora, a quem convida a cada página a entrar e mudar a casa da Poesia.

Sobre o O AUTOR:
Henrique Beltrão é poeta, radialista, professor, pesquisador. Autor de Vermelho (1ª ed.: 2006; 2ª ed.: 2007) e Simples (2009), livros de poemas e canções em parceria com Alan Mendonça, Alex Costa, Dumar, Isaac Cândido, Jord Guedes, Pedro Rogério, Pingo de Fortaleza, Rafael Lima, Rodrigo BZ, Rogério Franco. Professor do curso de Letras: Português-Francês da UFC. Componente do grupo poético-musical Vila Poesia. Na Rádio Universitária FM 107,9, atua como produtor e apresentador dos projetos de extensão da UFC: Todos os Sentidos, que desde 2003 compartilha a palavra com as pessoas com deficiência, e Sem Fronteiras: Plural pela Paz, que desde 1998 celebra com ouvintes e parceiros a diversidade da vida: www.radiouniversitariafm.com.br. Doutorando em Educação Brasileira pela UFC, mestre em Linguística Aplicada pela UECE, graduado em Letras: Português-Francês pela UFC.

CONTATOS
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(85) 9101.1820 e 8609.1820