quinta-feira, 22 de agosto de 2019

LANÇAMENTO "Quando o Amor é de Graça!", de Raymundo Netto (24.8, às 16h)


Ilustração de Jabson Rodrigues sobre 
"La Femme Bateau" de Sérvulo Esmeraldo

LANÇAMENTO
Quando o Amor é de Graça!
de Raymundo Netto
com ilustrações e capa de Jabson Rodrigues
Data: 24 de agosto de 2019 (sábado)
Horário: a partir das 16 horas
Local: Espaço Natércia Campos (Térreo)
Centro de Eventos
XVIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
PROMOÇÂO de lançamento (Bienal): R$ 25,00*
(*) preço de capa original R$ 38,50

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Sobre Quando o Amor é de Graça!
Chega-me riscando os céus por sobre o Atlântico os originais desse Quando o Amor é de Graça!
Raymundo Netto, seu cultor, foi a mim apresentado por Crônicas Absurdas de Segunda, outro volume do gênero, finalista do prêmio Jabuti naquele ano. Lendo Quando o Amor é de Graça!, assim enfático, como uma certeza ou uma desmedida ironia de “quem ainda crê no amor e ama numa gratuidade frouxa de rir”, identifico-lhe a mesma voz, o estilo, o vocabulário e a sua “escrita essencial”, as miudezas que definem entre palavras o seu componente artístico. Contudo, sou arrebatado por outro Netto que nos faz pensar não apenas nos distintos e complexos amores que traz, mas sobre alguns dos ângulos sensíveis da existência. Para ele, “só os egoístas serão felizes”. A própria busca da felicidade artificial – ou espetacular – parece ser o caminho do individualismo de todas as gentes, quem sabe o grande mal da humanidade. Ele escreve para os “tristes” e se vê, com alegria, como tal, à contramão da “sociedade de gentes iguaizinhas e deslumbradas”, como figura nas páginas a berrar como tribunas o seu testemunho.
Quando o Amor é de Graça!, assim como boa parte de seus títulos anteriores foi também selecionado pelo Edital de Incentivo às Artes da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Porém, ao contrário da obra que a precede [Crônicas Absurdas de Segunda], os textos – antes publicados em jornal local – soam esparsos, com temática diversificada e hibridismos, algumas vezes mesclando-se com outros gêneros, como poema em prosa, conto, dramaturgia ou página autobiográfica.
Ao final de sua leitura, ficou-me de consolo uma vontade de viver e (re)viver todos esses amores, e a certeza de que a felicidade não se busca, mas se conquista... todos os dias.

Camilo Pestana
Jornalista, poeta e editor

"Raymundo Netto", por Jabson Rodrigues.

Sobre Raymundo Netto

Escritor, editor, quadrinista e produtor cultural. Autor do romance Um Conto no Passado: cadeiras na calçada, ganhador do I Edital de Incentivo às Artes da Secult, de Os Acangapebas (contos), ganhador do Prêmio Osmundo Pontes da Academia Cearense de Letras e do Edital de Literatura da SecultFOR, Crônicas Absurdas de Segunda, ganhador do Edital de Incentivo às Artes da Secult/CE e finalista do Prêmio Jabuti (2016), e de Quando o Amor é de Graça!, selecionado pelo Edital de Incentivo às Artes da Secult/CE (2017), da Cronologia Comentada de Juvenal Galeno, de Centro: o coração mal-amadode Padre Cícero: o filmede Nilto Maciel: perfil biográfico; dos infantojuvenis A Bola da VezA Casa de Todos e de NinguémOs Tributos e a CidadeBoto Cinza Cor de Chuva, etc., e coautor de Antologia HQ: quadrinhos para sala de aula e História das Histórias em Quadrinhos do Ceará, pelas Edições Demócrito Rocha.
É cronista convidado do Caderno Vida & Arte do jornal O POVO desde 2007. Coeditor das revistas CAOS Portátil e da Para Mamíferos; curador e editor do suplemento Maracajá, encartado no jornal O POVO. Atuou como coordenador de Políticas do Livro e de Acervos da SECULT, responsável pela coordenação editorial das suas coleções (2008-2011), membro do Conselho Curador da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, redator e elaborador do Prêmio Literário para Autor Cearense e o redator e um dos coordenadores da I Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde.
Recebeu a Medalha Boticário Ferreira em 2012, pela sua atuação na cultura. Em 2017 recebeu o Troféu HQMIX, maior premiação dos quadrinhos na América Latina, pelo projeto Curso Básico de Histórias em Quadrinhos (EaD/120h), em parceria com a UFC e SecultFOR. Roteirizou e coordenou o documentário História das HQs no Ceará. Atualmente, é gerente editorial e de projetos da Fundação Demócrito Rocha.





domingo, 18 de agosto de 2019

LANÇAMENTO Coleção Crianciar, de Amália Simonetti (20.8, às 14h, Bienal do Livro)



Lançamento
Bienal Internacional do Livro/Centro de Eventos
Mezanino 1 – Sala 5
Dia 20 de agosto, às 14h

Você que é pai ou mãe já teve aquela sensação de cansar de procurar em livrarias bons livros, que sejam divertidos e instrutivos para suas crianças, e não achou nada que lhe satisfizesse?
Pois você precisa conhecer a Coleção Crianciar, da Pé de Imaginação Editora.
São 6 títulos de autoria da educadora e escritora Amália Simonetti, cada um mais interessante que o outro, e com ilustrações super coloridas e atrativas de Daniel Dias, Juliana Rabelo e Gabrielle Neara.
Seus filhos, sobrinhos, netos, alunos e amigos irão adorar!

Saiba mais sobre a coleção e a autora:

COLEÇÃO CRIANCIAR – Seis Livros de Literatura Infantil que falam de brincadeiras, infância, devir-criança.
1.      AS COISAS DAS COISAS – Conto Pensares-Imaginação: Crianças, à sombra de conceitos científicos, brincam e explicam sobre as coisas das coisas. #EscutaDasCrianças!


2.      EU BRINCO – Conto Crianceiro: Brinco brinca de esconde-esconde com sua amiga. #Amizade!



3.      BULE BULIÇOSO – Conto Brincante: Bule Buliçoso brinca brincadeiras buliçosas, alegres-felizes. #NãoBullying!



4.      CACHOEIRA DO RIO DOS SAPOS – Conto Fantasia-Imaginação: Rios com nomes de animais, rios reais-imaginários, brincam com os sapos do Rio dos Sapos. #PreservaçãoNatureza!


5.      BOLSA TRELOSA – Conto Faz de conta: Brincadeira de esconde-esconde em ficção~realidade, com final feliz! #BrincadeiraEmFamília!


6.      GATO, RATO, PATO NO MEIO DO MATO – Conto Poema-Trava-língua: Gato, Rato e Pato,  brincam juntos e são amigos! Feliz-encontro das diferenças! #RespeitoAoOutro!


Mais sobre a autora AMÁLIA SIMONETTI
Professora aposentada da Universidade Federal do Ceará, doutora em Educação, autora de livros Literatura Infantil e de Educação/Ensino.
“Descobri que ser professora-educadora-escritora é meu ser feliz.
Descobri que escrever para crianças é crianciar em devir-criança.
Descobri que sonhar, acreditar, insistir e persistir no sonho é possível.”
Amália Simonetti



quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Agenda de participação de Raymundo Netto na Bienal do Livro do Ceará

Ilustração de Jabson Rodrigues


Programação XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
com participação de
RAYMUNDO NETTO
Os amigos e amigas, quando e se possível, marquem na sua agenda/mapa da vasta programação e participem.
Para mim, será sempre uma honra e alegria tê-los comigo.
E, atenção, no sábado, a partir das 16h, lançamento de novo livro de crônicas: Quando o Amor é de Graça!

18 de agosto (DOMINGO)
EIXO: V ENCONTRO DE PERIÓDICOS LITERÁRIOS IMPRESSOS E ELETRÔNICOS
Horário: 16 às 18h
Local: Sala Aves de Arribação – Mezanino 2
Mesa-Redonda: Editores de Publicações Literárias...
Raymundo Netto (Maracajá – jornal O POVO/FDR), André Cananéa (Correio das Artes – jornal A União da Paraíba) e Patrícia Lopes (jornal Folha de Curió) e mediação de Carlos Emílio Correia e Lima.



19 de agosto (SEGUNDA-FEIRA)
EIXO: AS CIDADES E OS LIVROS
Horário: 16h
Local: Terreiro em Sonho - Térreo
Mesa-Redonda: Cidades, Paisagens, Memória
Raymundo Netto, Maria Valéria Rezende (PB) e Vera Duarte Pina (Cabo Verde) e mediação de Fernanda Meireles.

21 de agosto (QUARTA-FEIRA)
EIXO: LEITURAS DE FORTALEZA
Horário: 18h
Local: A Gramática do Paladar - Térreo
Raymundo Netto, Sânzio de Azevedo e Pedro Salgueiro.

22 de agosto (QUINTA-FEIRA)
EIXO: SALÃO DO PROFESSOR
Horário: 14 às 16h
Local: Sala O Descobrimento do Brasil – Mezanino 2
“A leitura literária e a leitura acadêmica: diálogos possíveis em ambientes universitários”, com a participação de Eliana Yunes (RJ) e Raymundo Netto, com mediação de Lilian Martins.

24 de agosto (SÁBADO)
EIXO: LANÇAMENTOS
Horário: 16h
Local: Espaço Natércia Campos - Térreo
Lançamento de Quando o Amor é de Graça! (EDD), crônicas de Raymundo Netto, com mediação da jornalista Ivig Freitas.



Sobre Quando o Amor é de Graça!:

Chega-me riscando os céus por sobre o Atlântico os originais desse Quando o Amor é de Graça!
Raymundo Netto, seu cultor, foi a mim apresentado por Crônicas Absurdas de Segunda, outro volume do gênero, finalista do prêmio Jabuti naquele ano. Lendo Quando o Amor é de Graça!, assim enfático, como uma certeza ou uma desmedida ironia de “quem ainda crê no amor e ama numa gratuidade frouxa de rir”, identifico-lhe a mesma voz, o estilo, o vocabulário e a sua “escrita essencial”, as miudezas que definem entre palavras o seu componente artístico. Contudo, sou arrebatado por outro Netto que nos faz pensar não apenas nos distintos e complexos amores que traz, mas sobre alguns dos ângulos sensíveis da existência. Para ele, “só os egoístas serão felizes”. A própria busca da felicidade artificial – ou espetacular – parece ser o caminho do individualismo de todas as gentes, quem sabe o grande mal da humanidade. Ele escreve para os “tristes” e se vê, com alegria, como tal, à contramão da “sociedade de gentes iguaizinhas e deslumbradas”, como figura nas páginas a berrar como tribunas o seu testemunho.
Ao contrário da obra que a precede, os textos – antes publicados em jornal local – soam esparsos, com temática diversificada e hibridismos, algumas vezes mesclando-se com outros gêneros, como poema em prosa, conto, dramaturgia ou página autobiográfica. Ao final de sua leitura, ficou-me de consolo uma vontade de viver e (re)viver todos esses amores, e a certeza de que a felicidade não se busca, mas se conquista... todos os dias.

Camilo Pestana
Jornalista, poeta e editor




sexta-feira, 19 de julho de 2019

Fundação Demócrito Rocha finalista no Troféu HQMIX 2019


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A Comissão de outorga do Troféu HQMIX, maior premiação do segmento dos quadrinhos na América Latina, divulgou a lista dos FINALISTAS da referida honraria.
Entre os finalistas, na categoria “Publicação Mix”, a Antologia HQ: quadrinhos para sala de aula (EDR), organizada por Raymundo Netto e com a participação de mais de 30 artistas do segmento. A publicação, a segunda do gênero pelo selo de quadrinhos das EDR, apresenta uma série de peças (tiras, cartuns, charges, histórias curtas, mangás) que se destinam a serem utilizadas para aplicação em sala de aula. Ao final, um anexo que tem por objetivo, a partir do conteúdo da obra, ensinar o professor a exercitar um novo olhar sobre a linguagem, conquistando seu protagonismo na aplicação adequada ou mesmo a elaboração de estratégias de desenvolvimento do ensino-aprendizagem.
Na edição de 2017, a primeira Antologia HQ, organizada por Daniel Brandão, foi finalista em duas categorias.

Concorrendo na categoria “Livro Técnico”, o curso Quadrinhos em Sala de Aula: estratégias, instrumentos e aplicações (160h), em EaD, da Fundação Demócrito Rocha, com coordenação de conteúdo de Waldomiro Vergueiro e coordenação geral de Raymundo Netto, contando com conteudistas, como: Sonia Bibe Luyten, Paulo Ramos, Nobu Chinen, Grazy Andraus, Roberto Elísio dos Santos, Cláudia Sales, Daniel Brandão, Paulo Amoreira, Weaver Lima, Renata Farhat e Rozinaldo Miani, além do próprio Vergueiro. O curso teve, em sua primeira edição, 67 mil inscritos. O curso está com inscrições abertas, em 2ª edição, desde 18 de julho. (Acesse e INSCREVA-SE: ava.fdr.org.br) As videoaulas do curso estão sendo exibidas também pelo Canal Futura da Fundação Roberto Marinho em cadeia nacional.

O Curso Básico de Histórias em Quadrinhos (140h) foi ganhador do Troféu HQMIX na categoria "Grande Contribuição". O curso está com inscrições abertas, em 2ª edição, desde janeiro. (Acesse e INSCREVA-SE: ava.fdr.org.br) 
Também como finalista na categoria “Livro Técnico”, História das Histórias em Quadrinhos no Ceará (FDR), organizada por Raymundo Netto, o primeiro grande registro impresso da história dos HQs no estado. A FDR já havia lançado o documentário em longa-metragem História das HQs no Ceará. Esse excelente resgate de recortes dessa história invisibilizada contou com a participação de jornalistas, quadrinistas e pesquisadores. Entre eles, Raymundo Netto, Weaver Lima, Levi Jucá, Camila Holanda, Marcos Sampaio, J.J. Marreiro, Eduardo Pereira, Geraldo Jesuíno, Fernando Lima e Ricardo Jorge.


segunda-feira, 8 de julho de 2019

"Sombras", de Raymundo Netto para O POVO



Passeava por sobre a própria sombra. Escoava os olhos como rodo pelas ruas cheias de estrelas da noite. O pálido clarão dos postes nas calçadas era o suficiente para não lhe deixar sufocar a sombra, a sua escuridão particular, companheira áspera e segura, a cravar-lhe na ponta dos pés e na alma o breu eterno de seus medos.
Quem o visse passar, ensimesmado e curvo, cabelos torcidos a dedos e tornados à chuva, lhe notava o balbucio, o grunhido de doido indiferente à plateia onomástica.
Mais perto, seria comum lhe sentir ofegante, encostado em paredes, gemendo cansaços. Sempre desesperançado e sem tempo. Sempre imerso na distração. Sempre.
Era assim: durante o dia, evitava as pequenas multidões, estranhava o amor e as pessoas felizes e nunca se deixava chegar perto demais. Às noites, se escondia. Suportava o cricrilar da opaca solidão por detrás daquela sombra a libertar-se ao revés da luz, a tomar-lhe as paredes do quarto, a lhe falar mais alto pela voz rouca do rádio, por trás da persiana da janela, pelo vestíbulo do banheiro, por baixo do travesseiro, na página marcada do livro que não saía da cabeceira. Ele, nunca de dormir, nunca de escrever sonhos, nunca de respirar. Nunca.
Pior quando tentava pronunciar A PALAVRA... sua voz lhe embargava, como se ela, aquela sombra, o estrangulasse.
Numa úmida noite, quando a lua abriu o sorriso minguante, corajou-se: trancou porta e janela da sala, apagou as luzes, tirou o inferno do bolso e, com uma pequena luminária, ameaçou a sombra. Ela zombou e riu. Daquela vez, ele reaproximou a lanterna e a chamou pelo nome e, em seguida, o repetiu! A sombra, então, saltou ligeira para trás, ao teto, pondo-se a tremer bruxuleante. Ferida, berrou, lançando-se sobre ele com a bocarra aberta e denteaguda para a devora de seu crânio ruim de pensamentos. Foi quando, num último golpe de ar, ele enfiou o punho no profundo do peito, arrancando o seu próprio coração e o arremessando para fora, pela janela do quarto.
A sombra não acreditou no que vira. Enlouquecida, largou-o e varou veloz pelo vestíbulo violáceo. Era tarde: lá embaixo, um felino de olhos alaranjados e brilhantes já o jazia frio, entredentes, desaparecendo na obscura melancolia do (esque)cimento.
Cambaleante e debruçado ao parapeito da janela, ele ouvia distante o soluço bizarro daquela sombra, a desaparecer muda e a serpentear entre os pedroiços molhados, de onde, logo, viria uma peste de minúsculos insetos verdes, centenas deles, saindo da obscuridão, preenchendo as paredes, como liquens, em sua direção. Arrogavam-se de tudo no caminho e, ao final, de seu corpo.
Libertara-se da sombra, sabia. Agora, outro silêncio lhe queixava aos ouvidos. Deitado na cama, percebeu-se vazio, distante, completamente esquecido numa solidão então maior do que tudo no mundo, condenado, sem coração, a não morrer nunca mais!  


domingo, 23 de junho de 2019

VOTAÇÃO PÚBLICA TROFÉU ANGELO AGOSTINI: QUADRINHOS EM SALA DE AULA



Orientações para preenchimento e votação pública
 35º Troféu Ângelo Agostini
Endereço para abrir o formulário de votação 
(LEIA ANTES AS INSTRUÇÕES ABAIXO):

IMPORTANTE: ENVIO DO SEU VOTO, NO MÁXIMO, 
ATÉ 18 DE JULHO.

Passo a passo da votação:
1º. Coloque seu endereço de e-mail 

2º. Queremos concorrer em 2 categorias (as demais, se você quiser, pode deixar em branco):
·        Categoria Melhor Lançamento 2018
Ao final da lista, em “OUTRO”, INSIRA:
Antologia HQ: quadrinhos para sala de aula (Fundação Demócrito Rocha)
· Categoria PRÊMIO JAYME CORTEZ (Contribuição para o Quadrinho Nacional)
Ao final da lista, em “OUTRO”, INSIRA:
Curso "Quadrinhos em Sala de Aula: estratégias, instrumentos e aplicações", em EaD (Fundação Demócrito Rocha)

3º. Ao clicar em “Enviar”, vai lhe ser mostrada uma imagem para provar que você não é um robô. Após identificar a imagem solicitada, eles confirmarão o sucesso do seu envio. Aguarde essa confirmação.

A equipe da Uane/FDR agradece o seu apoio nessa votação pública.

Cordial abraço

Raymundo Netto
Coordenador do projeto Quadrinhos em Sala de Aula
Gestor de Projetos da FDR

Se quiser saber mais sobre o Troféu Ângelo Agostini e a votação pública:
A Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) tem o prazer de anunciar e convocar o público para a votação deste ano do Troféu Angelo Agostini dos melhores do ano de 2018.
A Comissão Organizadora do Troféu Angelo Agostini, em sua primeira fase de votação, convidou algumas pessoas ligadas à área de diversas maneiras e de diferentes visões e opiniões para junto com a comissão escolher e indicar até dez nomes para cada categoria de forma individual. Dessa grande lista de indicações formada, saíram os dez indicados de cada categoria para compor a planilha de votação pública, a segunda fase da votação.
Nesta segunda fase, A VOTAÇÃO É PÚBLICA e podem votar, quadrinistas (profissionais ou amadores), estudiosos, colecionadores, aficionados pelos quadrinhos nacionais, leitores de gibis em geral, enfim, qualquer pessoa interessada. Vote com sabedoria!
Para votar é necessário ter conta nos serviços Google (Gmail, Yahoo, etc), limitado A UM VOTO por conta de e-mail.
Esse formulário ficará disponível do dia 21/06/2019 até 19/07/2019 e o resultado das votações será publicado até dia 22/07/2019.
A entrega do Troféu será realizada dia 3 de agosto de 2019, sábado, das 12h às 18 h, na Biblioteca Victor Civita no Memorial da América Latina (São Paulo).



"Cafeteria", de Raymundo Netto para O POVO



Na cafeteria, ele a encontrou sentada em um pequeno sofá, quase que debruçada por sobre a mesa que havia diante dela. As duas mãos sustentavam a testa escondida por entre fartos cabelos. Ele se aproximou com interesse, como se a conhecesse, mas isso ele não a revelou: “Está tudo bem com você?”
Ela ergueu a cabeça lentamente, deixando à mostra um grande galo na cabeça. Os olhos amiudavam à presença perturbadora de um sol recém-nascido a lhes chegar através da vitrine: “Muita dor de cabeça.”
Sem pedir licença, devagar, ele sentou-se à sua frente, deixou os braços ao lado do corpo e a observou durante largos minutos de silêncio.
“Eu bati com o carro”, ela disse, hesitante. Reprimia o choro. Mantinha a cabeça baixa: “Estava escuro... e eu tonta. Sentei-me aqui.”
Lançando palavras enevoadas, falou que tentara ligar para a mãe, mas ela não atendeu. Tinha muita sede, mas nenhum garçom aparecera: “Pede uma água para mim? Minha cabeça dói...”
Ele chamou um garçom distraído ao fundo da cafeteria vazia. Pediu-lhe um copo de água: “Conte-me, como foi esse acidente?”
Não se lembrava. Era tarde da noite. Fora na rua, ali em frente. Subira a calçada. Não dava para ir à sua casa daquele jeito. Entrou na cafeteria para sentar-se um pouco, descansar e tentar chamar a sua mãe: “Nessas horas, ela não atende. Não atende.”
Ele observou não haver nenhum celular com ela: “Espere aqui. Vou ver o estado de seu carro. Como ficou. Talvez possa ajudá-la.”
Logo, ele retornou à cafeteria. Olhou para a mesa e viu que o garçom deixara o copo de água, porém ela nem o tocara. Continuava com o pescoço curvado, as mãos na testa, como da primeira vez.
Sentou-se, agora, ao seu lado. Esperou que levantasse a vista, mas ela continuou inerte, numa cisma comovente. Por conta dos cabelos, só lhe era possível perceber os lábios trêmulos. Ele sussurrou ao seu ouvido: “Eu nem sei como lhe dizer isso, mas acho que você morreu.”
Por alguns poucos minutos, ela ficou imóvel e muda. Depois, lentamente, tirou as mãos da testa e virou-se para ele. Trazia o olhar translúcido, perdido: “Foi o acidente? Não tem jeito?”
Embargando a voz e disfarçando o abalo, meneou levemente a cabeça e quis abraçá-la. Ela se esquivou dele. Colocou a mão na testa: “A dor... ela passou. Não sinto mais. Não sinto mais nada.”
Olhou para cima, para os lados e apertou os braços cruzados ao peito: “Que lugar é esse?”
Voltando-se a ele, exigiu: “Um beijo. Eu mereço um beijo. Não quero sair daqui sem um beijo!”
Confuso e sem pensar, ele tentou lhe dar o seu melhor beijo, mesmo quando nauseava diante do intenso gosto de sal que lhe tomava toda a sua boca.