domingo, 6 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Crônica de Raymundo Netto para O POVO (04.11)


Crônica
Raymundo Netto
especial para O POVO
Presciência Crônica: Uma Odisseia sem Homero
Fortaleza, cidade sede, 2070. Abaixo do plúmbeo céu, o trânsito disputado por carros e pessoas declina da tradicional buraqueira nas ruas capeadas por betume artificial feito do chorumento do lixo.

Seguindo as avenidas, os OutWindows, imensas telas de diodos orgânicos com imagens tridimensionais anunciam automóveis, dentifrícios, sapatos femininos e lojas da moda.

Condomínios de apartamentos de 45m2, sob redomas de refrigeração e purificadores de ar, encerram centenas de pequenas famílias (o controle da natalidade é rigoroso). Na sala, nos quartos, no banheiro, monitores com programação pay-per-view simulam janelas postas em paredes de espelhos. Nas áreas públicas: playgrounds, lan houses, quadras, lojas de conveniências, decks e muita grama artificial. Por todos os lados, câmeras, cercas elétricas e alarmes sonoros que causam, pela cidade, sobressaltos a todo instante.

As pessoas quase não saem mais de suas casas (muitas trabalham nela). O inesperado não existe (pensam!). Tudo é planejado e previsível. A vida e a morte. Aliás, a eutanásia, como o aborto, a Pena de Morte e o uso da maconha são legais. Sonegar, porém, continua sendo ilegal. Os cemitérios foram extintos. Cremar é obrigatório. Não se discute mais sobre gênero: ser homem ou mulher não faz diferença. Todos são potencialmente híbridos.

Em torno da Cidade Sede, as Satélites — aglomerado de favelas e fracassados conjuntos habitacionais — se disseminam e crescem todos os dias, fomentadas pelo abismo gerado pela exclusão tecnológica e mercantil, fervendo em miséria, doença, violência e rancor, desejosas do inevitável dia em que, juntas e cansadas de privações, tomarão a Sede de inocentes burguesinhos, consumistas inúteis, mantenedores do sistema selvagem de capital.

Nos transportes coletivos, a maioria com andar superior, as pessoas dormem, ouvem música, leem mensagens em seus clocks-mails (relógios especiais em sistema de rede wireless). O celular foi abolido — predispunha o aneurisma e acidente vascular cerebrais — usando-se fones com discagem vocal.

As cidades do interior, por ausência de políticas contínuas que evitassem o êxodo de seus jovens à Capital, foram esvaziadas e arrematadas a preço de nada por igrejas que passaram a comprá-las e a construírem pequenas promessas de “paraísos”. Nelas, as autoridades, todas elas, são pastores, eleitos por “inspiração divina”. Os reverendíssimos mantêm, por meio de legislações intermináveis, a cidade “higienizada” — e o grande comércio local — sobre o jugo da tirania celestial, censura dos meios de comunicação, impostos (físicos e espirituais) altíssimos e uma harmonia exclusiva e dogmática.

Quase todas as faculdades aderiram ao ensino à distância. Em algumas, como a de Filosofia “Livre Pensar” — que há anos tenta obter aprovação do Ministério Federativo de Educação —, seus alunos, alcunhados por "espantalhos" e coordenados pelo prof. Aquino, ainda resistem em aulas presenciais nas quadras, praças e vielas das Cidades Satélites.

Nas farmácias, ambulatórios coloridos destinados aos portadores das pandêmicas síndrome do pânico, TOC e depressão disponibilizam kits-coktails reequilibrantes e fornecem óculos especiais Dreams’Pixels de projeção de imagens e som, “bengalas” endorfinomiméticas.

Os carros à eletricidade fracassaram e abriram espaço para os movidos por etanol celulósico e à água dessalinizada, nos quais, de seus escapamentos, vemos fluir um vapor branco que deixa em nosso corpo aquela sensação grudenta de maresia. Pneu. Droga, nada substituiu o pneu...

Na paisagem, shoppings de resinas poliméricas e aço de usinagem facilitada tomaram dimensão de bairros. O Cocoh é o maior deles, homenagem ao rio completamente aterrado num passado (o antigo shopping do local foi demolido após a falência do grupo). O segundo, o Trilha das Garças, no Lagamar, que dizia promover a conservação ecológica, foi construído sobre o rio onde as alvas pernaltas, agora extintas, e os pescadores, se encontravam.

Os grande fóruns e casas legislativas, parceiros fiéis dos poderes dominantes, para reduzirem o caótico tráfego aéreo e assegurar a distância do povo, mudaram-se de vez para BrasILHA, onde atuam, quando o fazem, por protegidas e impessoais vias e plenárias eletrônicas.

Hospitais públicos (assim como as escolas e a segurança) só existem nas Cidades Satélites. Na Sede, as cooperativas de médicos aliadas aos grandes laboratórios farmacêuticos monopolizaram a atenção — inclusive a financeira — da saúde. As doenças, misteriosamente, só aumentam!

Depois que conseguiram vender o Cine São Luiz aos neo-pentecostais, abrasadas foram as línguas de fogo que consumiram o resto do centro da cidade. Nada mais ficou em pé. Suas ruínas marginais fazem parte de um sítio arqueológico conservado para pesquisas universitárias que não servem para nada. Também estão esquecidas as ruínas de antigos resorts e de parques aquáticos, simulações de um Caribe com modus vivendi metido a besta que expulsaram a população nativa, evadiram divisas e descaracterizaram para sempre a paisagem natural.

Na praça dos Leões, a estátua da Rachel de Queiroz continua sem óculos, e sem cabeça, sendo agora acompanhada da estátua de uma jornalista da cidade que, ao contrário dos demais, conquistou a sua cadeira na Academia Cearense de Letras apenas após a sua morte. Aliás, a Academia, por não conseguir mais o vantajoso ingresso de políticos, juízes ou demais que intermediassem por recursos de subsistência, fechou as portas. Decadentes, outras dezenas de academias foram esvaziadas. Apenas uma resiste — com sede no coreto, mictório improvisado, da Praça dos Leões — tendo como único representante e líder, o Lima Freitas, atualmente com mais de 130 anos. Vez ou outra o velho poeta, com seu surrado fardão, sai bengalando os ambulantes perdidos da praça, acusando-os de macularem aquelas calçadas com suas desprestigiosas presenças, tal qual um Jesus nos templos, gritando: "Academus! Academus!"

Na praça Poeta Mário Gomes, antiga do Ferreira, brincadeira de um prefeito, a coluna da hora sucateada não resistiu ao tempo. Do cacimbão, afloram entulhos do velho comércio e ossadas de jumentos.

Diante da escassez planetária de árvores, a “Livraria” — existe apenas uma rede, a BookMegaStore — vende livros impressos tão-somente em forma de edições de luxo e em pequeníssimas tiragens destinadas a abastados colecionadores de arte. Os demais fazem download, por meio de assinaturas, para leitores óticos (curiosamente, os preços nunca diminuem) ou os adquirem em forma da mídia Blu-Ray MONDO, versão bisneta do CD/DVD. Mesmo com todas as restrições, comercializam-se Pirate Books.

Hoje, a “Livraria” lançará a Coleção Obra Completa de uma autora cearense que residia em Aquiraz, anunciando, como bônus, hologramas seus em circuitos de entrevistas, enquanto outra, agora, romancista, bastante idosa, recebe um prêmio na África em reconhecimento pela obra.

José de Alencar é considerado, então, o mais revolucionário escritor brasileiro, seguido por seu discípulo e amigo Machado de Assis.

Livros impressos também são encontrados na nova Biblioteca Pública (a antiga foi demolida para dar espaço ao Centro Cultural Dragão do Mar, parcialmente arrasado pelo avanço das águas que deixou submersos o prédio da Alfândega, a Ponte Metálica e o Acquário). Com pouquíssimos visitantes, a Biblioteca funciona com o Arquivo Público e mantém um amplo serviço de pesquisa e empréstimo on line por meio de Cientistas da Informação (as dantes bibliotecárias).

Na Universidade Federal, ao lado do bosque Moreira Campos, uma herma em bronze de um antigo professor anuncia “O último crítico literário do Ceará, cujo maior pecado foi não ter deixado substitutos”.

Já há alguns anos, por não se ter mais o que falar de novo sobre os grandes nomes da literatura nacional, os alunos do curso de Engenharia Linguística e de Artes, antigo curso de Letras, viram-se obrigados a estudar os esquecidos autores cearenses, descobrindo na pesquisa de microfilmes de jornais dos séculos XX e XXI que pouco se falava deles, e que menos ainda — raras as exceções em flashs de colunas sociais cheirando a uísque — se tem registro de sua existência e de sua obra.

Rafael, estudante do curso, fora “sorteado” em classe com o nome do autor dessas folhas d’O POVO (“Que droga... pode ser outro, não?). Dirigiu-se à Midioteca — intitulada com o nome de um contista tamborilense devido à generosa doação, pela viúva, de seu acervo bibliográfico particular — e, em meio às crônicas delongadas, como esta, encontrou o seu obituário:
— Caramba, e esse coitado morreu assim?


Raymundo Netto que não sabe onde é que nós estávamos que deixamos estragar tudo! Contato: raymundo.netto@uol.com.br e blog: http://raymundo-netto.blogspot.com



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Lançamento "Fábrica de Asas" de Katiusha de Moraes (3.12)

Lançamento Fábrica de Asas de Katiusha de Moraes

Ganhador do V Edital de Incentivo às Artes da SECULT em Literatura

Data: 03 de dezembro de 2009 (quinta-feira)
Horário: 18h30
Local: Mercado dos Pinhões (entre Gonçalves Ledo e Nogueira Acioly)
Editora: Corsário

Contato com a autora para aquisição de livros e outras informações:

katiushademoraes@hotmail.com

Apoio Cultural

Este Projeto é apoiado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, lei nº 13.811, de 16 de agosto de 2006.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Três Mulheres no Divã de Freud" de Adísia Sá e Cleto Pontes (1º de dezembro - terça-feira)


Dia: 1º de dezembro de 2009 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Centro Cultural OBOÉ (Maria Tomásia, 531, Aldeota)
Apresentação: João Dummar Filho (Psiquiatra e escritor)
Editora: Armazém da Cultura

Sobre a Obra: Nesse livro, a autora mantém seu espírito desafiador, combativo e ousado, ao recriar para si, e para os leitores, três personagens literárias do século 19. Elas compõem o arquétipo feminino da mulher apaixonada que se rebela contra o papel que a sociedade lhe impôs: Capitu, de Machado de Assis; Ema Bovary de Gustave Flaubert e Ana Karênina de Tolstói. Todas elas em busca de um oráculo que Adísia, com sua brilhante inteligência e coragem, determina ser Sigmundo Freud. Num processo de sincronicidade, o psicanalista recebe pacotes com textos escritos pelas três mulheres, a ele endereçados, contendo diários, cartas, segredos revelados, confidências... E o temperamento rebelde da autora transforma o destino das personagens-tema, criando um novo desfecho para cada uma delas, mas sempre trágicos. Para o papel de Freud, Adísia conclamou o psiquiatra Cleto Pontes, que, num processo de alteridade, analisa com acurada percepção e um texto adorável os casos apresentados por Adísia. Num livro inovador e de interesse fabuloso, Adísia Sá se aproxima ainda mais de seus leitores, aprofundando a experiência e revelando novas faces de sua extraordinária personalidade.”

Ana Miranda

Fundação Casa das Américas na Casa de José de Alencar (01.12)


Clique para ver a imagem!

Nos 4 primeiros dias de dezembro de 2009, a Casa de José de Alencar, em Fortaleza (Ceará) será palco de uma celebração algo incomum em terras brasileiras. Ali será homenageada umas das principais instituições culturais da América Latina na segunda metade do século passado, a Casa das Américas, de Cuba, que cumpre 50 anos de vida e incansável dedicação à cultura em nosso continente. O evento, que tem a iniciativa e curadoria do brasileiro Floriano Martins e do cubano Norberto Codina, ambos poetas e editores, contará com a presença expressiva da quase totalidade da diretoria da instituição cubana. O evento será constituído por uma série de 5 mesas de debate, exibição de documentários e exposição fotográfica. Também estará ao dispor do público uma mostra de livros e revistas produzidos em Cuba nas últimas décadas. A oportunidade, além de singular em termos de homenagem – a leitura política internacional de tudo quanto é tema cubano acabou cegando a percepção em relação à contribuição cultural da Casa das Américas –, permitirá aberta discussão acerca da atuação histórica e perspectiva atual da entidade. O evento, que foi concebido pelos diretores da tradicional revista cubana La Gaceta de Cuba, Norberto Codina, e do Projeto Editorial Banda Hispânica (Floriano Martins), conta com o estímulo valioso da Fundação Bernardo Feitosa, entidade ligada à Casa da Amizade Brasil-Cuba, e da Secretaria da Cultura do Ceará.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

01/12 – Terça-feira:
19h00 – Inauguração. Palavras do Secretário da Cultura do Estado, seguidas de uma conversa informal entre Secretário e convidados cubanos, com moderação dos curadores.
Abertura da mostra fotográfica, a cargo de Rafael Acosta.
Coquetel com música cubana ambiente programada pela curadoria.

02/12 – Quarta-feira:
08h00 às 20h00 – Retrospectiva fotográfica Mostra e venda de livros e revistas da Casa das Américas.
17h00 – Ciclo de documentários: “A Revolução cubana. Entre a arte e a cultura”, de Rebeca Chávez (57 minutos) Apresentação: Norberto Codina.
19h00 – Conferência de Jorge Fornet: “50 anos de Fundação Casa das Américas” Debatedores: Yolanda Wood, Maité Hernández-Lorenzo e Roberto Zurbano Mediação: Floriano Martins.

03/12 – Quinta-feira:
08h00 às 20h00 – Retrospectiva fotográfica Mostra e venda de livros e revistas da Casa das Américas.
17h00 – Ciclo de documentários: “Por primera vez”, de Octavio Cortázar (10 minutos) “El son me salió redondo” (sobre Nicolás Guillén), de Pury Faget (56 minutos) Apresentação: Maité Hernández-Lorenzo.
19h00 – Conferência de Yolanda Wood: “Guillén y el Caribe” Debatedor: Norberto Codina Mediação: Floriano Martins.

04/12 – Sexta-feira:
08h00 às 20h00 – Retrospectiva fotográfica Mostra e venda de livros e revistas da Casa das Américas.
17h00 – Ciclo de documentários: “Yo soy del son a la salsa”, de Rigoberto López (100 minutos) Apresentação: Roberto Zurbano.
19h00 – Debate: “As revistas da Fundação Casa das Américas (Anales del Caribe, Casa de las Américas, Conjunto, Boletín Música) y otras revistas cubanas (Arte Cubano, La Gaceta de Cuba)” Convidados: Jorge Fornet, Yolanda Wood, Maité Hernández-Lorenzo, Roberto Zurbano e Rafael Acosta Mediação: Norberto Codina e Floriano Martins.
21h00 – Encerramento. Palavras finais do Secretário da Cultura do Estado.

1 INSTITUIÇÃO HOMENAGEADA - CASA DAS AMÉRICAS
Principal instituição cubana ligada à cultura, a Casa das Américas foi criada em 1959 por Haydée Santamaría e é atualmente presidida por Roberto Fernández Retamar. Ao longo de sua trajetória tem cumprido de maneira digna a múltipla função de divulgação, incentivo, auspício, premiação e publicação de escritores, artistas plásticos, músicos, gente de teatro e estudiosos da literatura e das artes, primando pelo fomento ao intercâmbio entre instituições e pessoas em geral em todo o mundo.

2 CONVIDADOS:
MAITÉ HERNÁNDEZ-LORENZO
Havana, 1970. Jornalista e crítica teatral. Diretora de Comunicação e Imagem da Casa das Américas, responsável por suas campanhas de promoção de eventos e projetos culturais. Também para esta instituição dirige o portal informativo La Ventana. Prêmio Nacional de Jornalismo Cultural (1998).

ROBERTO ZURBANO
Havana, 1965. Ensaísta e crítico cultural. Prêmio Nacional de Jornalismo Cultural em duas ocasiões. Dirige a revista Movimiento, dedicada à cultura Hip Hop, e o Fundo Editorial Casa das Américas.

YOLANDA WOOD
Havana, 1950. Crítica e pesquisadora. Diretora do Centro de Estudos do Caribe da Casa das Américas. Dentre seus livros encontram-se De la plástica cubana y caribeña, Artistas del Caribe hispano en Nueva York, Las Artes plásticas del Caribe, praxis y contexto y Proyectos de artistas cubanos en los años ‘30.

RAFAEL ACOSTA DE ARRIBA
Havana, 1953. Poeta, ensaísta e crítico de artes. Foi diretor do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americana, em Cuba. Presidiu o Conselho Nacional das Artes Plásticas. Atualmente é pesquisador titular do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Cultura Cubana.

JORGE FORNET
Bayamo, 1963. Poeta e ensaísta. Coordenador do Prêmio Literário Casa das Américas, instituição na qual é também diretor de seu Centro de Pesquisas Literárias. Prêmio Alejo Carpentier de Ensaio (2006).

3 CURADORES
FLORIANO MARTINS
Fortaleza, 1957. Poeta, ensaísta, tradutor e editor. Diretor do Projeto Editorial Banda Hispânica. Professor convidado da Universidade de Cincinatti (Ohio, Estados Unidos). Curador da Bienal Internacional do Livro do Ceará (2008-2010).

NORBERTO CODINA
Caracas, 1951. Poeta, jornalista e editor. Dirige há mais de 20 anos a revista de arte e literatura La Gaceta de Cuba. Prêmio Nacional de Jornalismo Cultura (2002). Além de sua própria poesia, tem se destacado como organizador de inúmeras antologias da poesia cubana no exterior. Membro do Latin American Studies Associaton (LASA).


domingo, 22 de novembro de 2009

Lançamento "Contos Reunidos" vol 1 de Nilto Maciel, comemorativo de 35 anos de "Itinerário" (26.11)


A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - SECULT/CE e a Editora Bestiário (RS) têm a satisfação de convidar para o lançamento do 1º Volume de Contos Reunidos de Nilto Maciel, marco comemorativo de 35 anos do lançamento de Itinerário (1974), primeira obra do contista, no projeto “Diálogos Culturais” do Espaço Cultural Faustino .
O volume acolhe três obras do autor (Itinerário -1974, Tempos de mula preta - 1981 e Punhalzinho cravado de ódio -1986), um dos contistas cearenses com maior produção e maior visibilidade nacional, fundador da revista O SACO e editor da Literatura: revista do escritor brasileiro.
Após a apresentação da obra e do autor, acontecerá a sessão de autógrafos e será oferecido coquetel.

Data: 26 de novembro de 2009 (quinta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Espaço Cultural Faustino/Restaurante Faustino (Av. Beira-Mar, 3821, Fortaleza, Ceará)
Apoio Cultural: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará e Espaço Cultural Faustino
Informações: 3101.6790
Sobre o Autor:

NILTO MACIEL nasceu em Baturité, Ceará, em 1945. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará em 70. Criou, em 76, com outros escritores, a revista O Saco. Mudou-se para Brasília em 77, regressando a Fortaleza em 2002. É editor da revista Literatura desde 91. Obteve primeiro lugar em alguns dos grandes concursos do país, como: Brasília de Literatura, promovido pelo Governo do Distrito Federal, com A Última Noite de Helena (romance) em 1990, Graciliano Ramos, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas, com Os Luzeiros do Mundo (romance) em 1992; Cruz e Sousa, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina, com A Rosa Gótica (romance) em 1996; Bolsa Brasília de Produção Literária, com Pescoço de Girafa na Poeira (conto) em 1998; Eça de Queiroz, União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, com Vasto Abismo (novela) em 1999; VI Prêmio Literário Cidade de Fortaleza, Fundação Cultural de Fortaleza, com o conto Apontamentos Para Um Ensaio; IV Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará na categoria de pesquisa em Literatura Cearense, em 2007. É autor de Itinerário (contos, 1974); Tempos de Mula Preta (contos, 1981); A Guerra da Donzela (novela, 1982); Punhalzinho Cravado de Ódio (contos, 198); Estaca Zero (romance, 1987); Os Guerreiros de Monte-Mor (romance, 1988); O Cabra que Virou Bode (romance, 1991); As Insolentes Patas do Cão (contos, 1991); Os Varões de Palma (romance, 1994); Navegador (poemas, 1996); Babel (contos, 1997); Panorama do Conto Cearense (ensaio, 2006) e A Leste da Morte (contos, 2006). Tem contos e poemas publicados em esperanto, espanhol, italiano e francês. O Cabra que Virou Bode foi transposto para a tela (vídeo), pelo cineasta Clébio Ribeiro, em 1993.

"Sweet Dreams" de Júnior Ratts no Projeto Bazar das Letras do SESC (26.11)


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Coquetel de Lançamento da Antologia Papo Literário (24.11)

Lançamento

Data: 24 de novembro de 2009
Horário: 20h
Local: Ideal Clube (ao lado do restaurante)
Organização: Mônica Silveira, YolandaMarkan e Joselita Feitosa
Promoção: TV CEará, Premius e Ideal Clube
Sobre a Antologia e o Papo Literário
A TV Ceará, vinculada à Secretaria da casa Civil do Governo do Estado do Ceará, que há 35 anos foi inaugurada com o nome de TV Educativa, com o objetivo inicial de levar a educação às localidades mais distantes do Ceará, e, posteriormente, passando a priorizar também a formação da cidadania valorizando a cultura regional e a informação jornalística, lança, juntamente com a Premius Editora, a Antologia do Papo Literário, coletânea de mais de 80 poesias de autores cearenses, além de autores nacionais e estrangeiros, que inspiraram o quadro CLIPOEMAS.

A edição, comemorativa de um ano de exibição deste que é, hoje, o maior programa literário da televisão que muito contribui para divulgação e visibilidade dos talentos locais, tem o prefácio de Guto Benevides e apresentação de Yolanda Markan.

Neste primeiro ano, a revista eletrônica literária da TVC, apresentada por Danilo Amaral e Mônica Silveira, conseguiu mostrar diferentes aspectos da literatura, desde a forma clássica, até a virtual.
Entrevistou diversos escritores renomados (Ana Miranda, Juarez Leitão, Lira Neto, Barros Pinho, Batista de Lima, Ubiratan Aguiar, Jorge Tufic, Ruy Câmara, Rosa Alice Branco, Pedro Salgueiro, Nilto Maciel, Raymundo Netto e muitos outros) e divulgou eventos, obras, novos autores, movimentos literários e tudo o mais que diz respeito ao livro, à leitura e à literatura.

sábado, 21 de novembro de 2009

Prêmio Gandhi de Comunicação 2010

Prêmio Gandhi de Comunicação 2010

O Prêmio Gandhi de Comunicação 2010, da Agência da Boa Notícia, terceira edição, está lançado. A maior novidade desta terceira edição é a abrangência nacional que o concurso passa a ter.
De acordo com o Regulamento, vão valer os trabalhos veiculados em todo território brasileiro, desde que o conteúdo da reportagem – de TV, rádio ou jornal impresso -, ensaio fotográfico, anúncio ou campanha publicitária tenha relação com o Estado do Ceará. Jornalistas, publicitários e estudantes de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade & Propaganda) podem inscrever os trabalhos até o dia 14 de maio de 2010.
O tema do concurso é a Cultura de Paz. Assim, serão aceitos trabalhos que divulguem idéias, ações, projetos, assuntos que colaborem para a harmonia social. Serão R$ 30 mil em prêmios distribuídos em sete categorias: (1) Jornalismo Impresso (R$ 5 mil), (2) Telejornalismo (R$ 5 mil), (3) Radiojornalismo (R$ 5mil), (4) Fotojornalismo - Ensaio (R$ 5mil), (5) Publicidade & Propaganda (R$ 5 mil), (6) Trabalho Universitário de Jornalismo (R$ 2.500,00) e (7) Trabalho Universitário de Publicidade & Propaganda (R$ 2.500,00).
O período de veiculação dos trabalhos deve ser de 1º de maio de 2009 a 14 de maio de 2010. O Regulamento e o Formulário de Inscrição estarão disponíveis no site www.boanoticia.org.br e na sede da Agência da Boa Notícia (Avenida Desembargador Moreira 2120, Sala 1307 - Aldeota – CEP 60170-002. Os trabalhos de participantes de outras cidades do Ceará e outros estados, enviados pelo Correio, devem ter data de postagem até 14 de maio de 2010, último dia de inscrição, com confirmação via e-mail.


Mais Informações: Agência da Boa Notícia - (fone: 85. 3224 5509)
Angela Marinho - Diretora de Comunicação
Carmina Dias - Jornalista Responsável

Os "FitoManos" de Raymundo Netto em "Dúvida cruel"

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