Em um mundo paralelo ao nosso, há uma sociedade de seres amorfos, quase
divindades, dividida em castas: os Miticals e os Lendarians. Esses grupos
divergem em ideário: enquanto os Miticals creem na permanência pela
imutabilidade (“Nada Muda”), os Lendarians defendem que só “permanece aquilo
que muda”. Esses clãs, há milhares de anos, através de um Véu Sutil – uma
espécie de lâmina de energia que regula a forma como as pessoas percebem a
realidade –, assistiram ao surgimento dos primeiros humanos e, desde então,
após a modelagem de um invólucro humano por castas superiores de suas
respectivas espécies – os Potentatus (Miticals, patriarcais) e as 8 Mães
Primordiais (Lendarians, matriarcais) – são levados à Terra, relacionando-se
com esses seres primitivos e se confrontando entre si em batalhas invisíveis à
espera do cumprimento de uma profecia antiga.
Essa
é a base do romance Nuvem de Pedra: guerra súbita, de autoria do
escritor, designer, artista visual e digital, fotógrafo, filmmaker, pesquisador
de arte e cultura digital Paulo Amoreira.
Nuvem
de Pedra traz elementos de subgêneros diversos, como ficção
especulativa, fantasia contemporânea, young adult e thriller tecnológico,
o que creio cair no gosto de muitos leitores, sendo especialmente atrativo aos
jovens pela identificação com os personagens humanos: Sarah e Luka.
Ex-namorados,
enquanto Sarah é precocemente amadurecida, Luka é o eterno adolescente.
No entanto, Sarah, que é obcecada por narrativas, vive intenso conflito
interior, por ter se tornado celebridade com bilhões de seguidores de suas
publicações em 97 idiomas, incluindo um novo, o neuron. Luka é,
desde a adolescência de órfão em internato de freiras, um grande hacker de
alcance e criações inimagináveis, tendo como assistentes poderosos dispositivos
de I.A. que ele denomina “Houston” e “Bailarina”.
Ambos,
mesmo diante de seus conflitos, terão na história grande responsabilidade
perante acontecimentos que podem ser devastadores para toda a humanidade.
Lori, fêmea
alfa e guerreira Lendarian, e Fedro, um Mitical do Arco Luminoso, o que
representa um nobre desse clã, se encontram, sob suas aparências e identidades
humanas – Agnes Sans e Jean-Martin Renno, respectivamente – em maio de 1968,
durante protestos sociais, paralisações operárias e revoltas estudantis contra
o governo de Charles de Gaulle. Ali, esses seres fantásticos e imortais se sentem
estranhamente atraídos um pelo outro, mesmo quando descobrem ser de naturezas antagônicas.
No
entanto, a chegada de “Aquele cuja Sombra não se Move” surge como ameaça de
desorganização da suposta normalidade, forçando todos a perceber uma nova
dimensão da realidade e a provável destruição desse mundo que (e como) conhecemos.
O
romance traz uma narrativa não linear e fragmentada do tempo, passando por diversos
lugares, como Paris, Londres, Dubai, Bahamas, Polinésia Oriental etc., e nos
apresenta aos poucos as peças de um quebra-cabeças que vai se desenrolando
entre flashbacks e flashforwards, garantindo a descoberta dos
segredos e o suspense da trama, em meio a um universo quase cyberpunk, de muito
caos, batalhas, estratégias de guerra, perseguições, alta tecnologia e, por
incrível que pareça, metáforas poéticas sensoriais.
Para
quem ama cinema, quadrinhos, literatura e narrativas, pode ser um achado.
Quer
adquirir Nuvem de Pedra: guerra súbita? Basta contactar com o autor pelo
Instagram: @paulo.amoreira... e conte a sua história!










