quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lançamento "Metropolis", no Passeio Público (13.1)


Sexta-feira, 13

e você vai ficar em casa?
Vamos celebrar!!!

Lançamento "Entre Ritos, Risos e Batalhas", de Oswald Barroso, coleção Edições Theatro José de Alencar, da SECULT (14.1)



LANÇAMENTO
Entre Ritos, Risos e Batalhas,
de Oswald Barroso,
coleção Edições Theatro José de Alencar
Secretaria da Cultura do Estado do Ceará

Data: 14 de janeiro de 2012 (sábado)
Horário: 17h
Local: Theatro José de Alencar
Apresentação da Obra e do Autor: Izabel Gurgel
Leitura Dramática pelo Grupo Teatro de Caretas

Sobre a Obra: Entre Ritos, Risos e Batalhas reúne cinco textos para teatro  (“Vaqueiros”, “Auto do Caldeirão”, “O Milagre”, “Família Raimundo”, e “Todomundo, Nada e Ninguém ou O Biscateiro que Deu um Chute no Saco do Juiz”) da produção recente do autor, publicação da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, incluída na coleção Edições Theatro José de Alencar, cuja consultora é, a também atriz, Fernanda Quinderé, que tem como propósito registrar a produção artístico-dramatúrgica e estimular a difusão e a renovação de nosso patrimônio cultural, além de fomentar o acervo bibliográfico do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará, sendo os seus títulos elencados por um conselho editorial formado por especialistas (Gilmar de Carvalho, Rejane Reinaldo, Ricardo Guilherme, Haroldo Serra, Izabel Gurgel, Marcelo Costa e Fernanda Quinderé) e distribuídos entre as séries “Dramaturgia”, “Memória” e “Teóricos” que comprovam a qualidade e a pluralidade no campo da produção dramatúrgica e literária cearense.

Entre Ritos, Risos e Batalhas traz ainda um prefácio do crítico paraibano, radicado em Pernambuco, Carlos Newton Júnior, e um comentário sobre a peça “Vaqueiros”, da jornalista Geísa Matos.

Os textos apresentados são partes de um trabalho teatral de mais de 36 anos e dão prosseguimento à busca de Oswald Barroso por um teatro que combine traços da realidade cotidiana com seus correspondentes no inconsciente coletivo. O rico mundo da vida e do imaginário popular, sempre presentes em seus textos, faz aflorar um universo em que sonho e razão apresentam-se indestrinçavelmente ligados. Geralmente baseados em fatos da vida real, os textos de Entre Ritos, Risos e Batalhas procuram evidenciar neles elementos que os transportam a condição de índices da trágica aventura humana, transitando entre o sagrado e o profano, o eterno e o efêmero, o local e o universal. Todos os cinco textos foram escritos no calor do fazer teatral, entre pesquisas, ensaios e experimentações, de companhias teatrais orientadas pelo próprio Oswald, o que lhes garantem adequada funcionalidade cênica. Neles, o emprego de estruturas épicas possibilita o livre trânsito entre o trágico e o cômico, o realismo e a farsa, o racional e o onírico. Embora apenas dois dos textos, “Auto do Caldeirão” e “Todomundo Nada e Ninguém” se enquadrem no chamado teatro de cordel, também nos demais a linguagem da cultura popular tradicional está presente, com suas festas, folguedos, formas e fórmulas da literatura oral. Tais características indicam transposições cênicas em que o simbolismo das palavras pode resultar fortemente sugestivo para a imaginação do espectador. 

Sobre o Autor: OSWALD BARROSO nasceu em Fortaleza em 23 de dezembro de 1947.
Poeta, teatrólogo, jornalista, folclorista, roteirista e diretor de documentários em vídeo e cinema (inclusive com experiência em cenografia e iluminação), redator de televisão e autor de textos e diálogos para cinema foi membro ativo dos grupos literários Siriará e Nação Cariri, do Grupo Independente de Teatro Amador e da Companhia de Brincantes Boca Rica, atuando como ator, encenador e dramaturgo. Escreveu 18 textos para teatro, quase todos encenados, e tem 20 livros publicados, entre poesia, teatro, ensaios, reportagens e etnografia. Em 1964, após um acidente de trânsito, e de um ano acamado em hospitais do Rio de Janeiro, vê encerrada a carreira de atleta e passa a vivenciar a literatura. Bacharel em Comunicação Social, é Mestre e Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará, com Pós-Graduação em Gestão Cultural pela ANFIAC/Paris. Leciona as disciplinas de Antropologia da Arte, Cultura Brasileira, Estética e Música nas Tradições Populares, pelo Departamento de Artes da Universidade Estadual do Ceará. Atualmente é membro da Academia Ibérica da Máscara, diretor da Comissão Cearense de Folclore, da Comissão Nacional de Folclore e da Associação de Dramaturgos do Nordeste, além de coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas Cênicas do Theatro José de Alencar.

Desde 1976 até 1993, trabalhou como colaborador, repórter de cultura e articulista no jornal O POVO, abordando sobre fatos e figuras da cultura popular cearense. Participou como ator, dramaturgo ou encenador, durante 17 anos, entre 76 e 93, do Grupo Independente de Teatro Amador – GRITA; e de 1996 a 2006, da Companhia Boca Rica de Teatro, ambos de  Fortaleza.

Como coordenador ou membro pesquisador, trabalhou, em diversos projetos culturais, como  Artesanato, Literatura de Cordel e Festas e Folguedos, do Centro de Referência Cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, e o Vaqueiros, do Memorial da Cultura Cearense – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.É detentor da medalha de Folclorista Emérito, da Comissão Nacional de Folclore, e do título de Cidadão Honorário de Juazeiro do Norte.

Como dramaturgo ganhou vários prêmios, entre eles o Prêmio Estado do Ceará (1985) e o Prêmio Estímulo à Dramaturgia (1996), da FUNARTE. Suas peças já foram encenadas em várias capitais brasileiras, além de inúmeras outras do interior do Nordeste. Seu texto mais conhecido é o Auto do Caldeirão, cuja montagem feita pelo Grupo Alegria Alegria, de Natal, já foi apresentada mais de 500 vezes.

Apoio Editorial
Secretaria da Cultura do Estado do Ceará


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

"Quando o Amor é de Graça IX: Feche os Olhos e Pule!", crônica de Raymundo Netto para O POVO (11.1)



Deixe-me ir, preciso andar. Vou por aí a procurar rir prá não chorar”*
Então, pus o Cartola na cabeça e toquei a mesma estrada daqueles que não voltaram para contar história. E, um dia, acreditei, por perceber-me tão soltamente de um jeito: “Nada mais tenho a perder!” Coisa de assusto e libertação. Passei a pegar ônibus mais lento, do motorista duvidar se há-inda passageiro; de não olhar relógio; de não saber como nem quando voltar; de não me perguntarem se vou ou se volto e de não me esperarem para nada e por nada esperar.

“Quero assistir ao sol nascer, ver as águas dos rios correr, ouvir os pássaros cantar. Eu quero nascer, quero viver...”
Da amiga saltou o pensamento: “Raymundo, você é a única pessoa que conheço a dizer não ter nada com tanta alegria...” Verdade. Geralmente, as pessoas se pabulam de seus “teres”, desperdiçam as poucas horas de convivência falando de um seu apartamento, celular novo, aparelho de som, investimentos ou do brilho do plástico a cobrir os bancos cheirosos do automóvel financiado em prestações a perder de vista. Pois sim, nada tenho a não ser o que sou e, acreditem, acho até muita coisa. Por outro lado, tenho tudo que um verdadeiro rico tem: sei gastar e gasto sem ter pena, adoro presentear, tenho gosto, não olho extrato, não sei quanto ganho, nem o que devo... Enfim, só me falta dinheiro. No mais, asseguro: tenho tudo que um rico precisa.

Dentre as minhas neuroses, uma atrapalha: a de achar a vida pequena, curta demais. Daí, construí minha vida desconstruindo-a numa verdadeira colcha de retalhos, pedaço daqui, pedaço dali, vida múltipla, experiência vária, mundo diverso. Abandonava, tempos em tempos, a ora vida num canto e apropriava-me de pulso da outra. Um EU a saltar no escuro na espera do baque final de nunca chegar, duvidando e acreditando em tudo, de rir para a vida, de sofrer tanto e tanto e mesmo assim não parar, simplesmente, porque o tempo nunca me confiou de seu perdão.

“Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar depois que me encontrar...”
O certo é que muito aprendo todos os dias andando por outras calçadas, colhendo palavras alheias, encantado por olhos a contar de sentimentos singelos, doando meus braços a cuidar da dor emprestada, ouvindo o que o vento traz na voz de folhas das poucas e roucas árvores benfiqueanas, apostando em encontros inesperados, curando da respiração o que a saudade insiste em revelar. Coloco a mochila velha nas costas, aparo com as pálpebras o sopro da tarde no rosto. Penso se vale a pena o único pensamento num futuro, este, em recesso, apenas presente no sorriso de duas crianças de queridos abraços umbilicais. Hoje, mesmo quando a tristeza chega pelo descuido de uma veneziana no peito, a guardo num porta-níquel junto com uma fita amarela, o passaporte em branco e uma lágrima que já não chorei. Hoje, quero mais é sentir o calor do instante e caminhar à sombra do verso que nunca escrevi.

(*) “Preciso me Encontrar”, de Cartola (para ouvir a música, clique no linque):
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Secretaria da Cultura do Estado do Ceará: um balanço das ações em 2011


A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará
— Balanço 2011 —
A compreensão de que a Cultura é um direito de todo cidadão e que a pluralidade cultural diz respeito ao conhecimento e à valorização de características culturais de diferentes grupos tem sido um grande desafio dos gestores da Secretaria da Cultura. Neste sentido, ações de ampliação do acesso aos bens culturais, preservação da memória material e imaterial e promoção do fortalecimento da produção cultural, por meio de uma política cultural democrática de editais, representam os pilares dessa gestão.
Para construir este cenário de amplo acesso, fortalecimento e preservação, a Secult está trabalhando na implantação de três projetos inovadores: 
1. Pinacoteca do Estado do Ceará, equipamento público cultural que terá como finalidade salvaguardar adequadamente o acervo de mais de 3 mil obras pertencentes ao Estado, bem como o que vier a ser adquirido;
2. Efetivação de uma política estadual de arquivos e gestão documental, por meio do Sistema Estadual de Documentação e Arquivos do Ceará, articulando-se com os Poderes Executivo e Legislativo dos 184 municípios do Estado, para criação de mais 20 arquivos regionais de caráter histórico; e
3. Criação de Centros Regionais de Arte e Cultura a fim de promover a difusão e formação cultural em todo o Estado.
 Política de Editais
Ainda nesse cenário, a Política de Editais, que visa fortalecer a produção cultural, com recursos do Fundo Estadual da Cultura, inovou durante este primeiro ano de Gestão, atendendo uma antiga reivindicação dos produtores culturais quanto à formação, para isso, o Conselho Estadual de Cultural decidiu pela destinação de um percentual de 20% de cada Edital para este fim. A Política de Editais em 2011 contemplou um total de 9 milhões 920 mil reais. No início do ano tivemos o V Edital Prêmio do Carnaval 2011, num total de 450 mil, com 34 projetos selecionados; na sequência o VII Edital da Paixão de Cristo, num total de 500 mil, contemplando 37 projetos na Capital e no interior; e o Edital de Subvenções Sociais teve o valor recorde desde o seu lançamento, 750 mil; tivemos ainda o Edital Ceará Junino, no valor 1 milhão e 200 mil reais oriundos do Fundo Estadual de Cultura, destinando no mínimo 50% (cinquenta por cento) para o interior do Estado; no Edital Cearense de Cinema e Vídeo foram investidos 3 milhões de reais; fechamos o ano com o Edital Natal de Luz, no valor de 320 mil e o VIII Edital de Incentivo às Artes que destinou 3 milhões e 200 mil reais; soma-se ainda a cessão de 800 violões e 80 aparelhos de DVD, contemplando um total de 80 projetos, sendo 64 para o interior do Estado, por meio do Prêmio Alberto Nepomuceno. Por meio do Edital Mecenas do Ceará (Lei do Mecenato Estadual, Lei nº 13.811, de 16 de agosto de 2006) foi disponibilizado um total de R$ 14.287.737,990 contemplando: Arte Digital, Artes Integradas, Artes Visuais, Circo, Dança, Literatura, Livro e leitura, Música, Patrimônio Imaterial e Teatro.  
Pontos de Cultura 
Outro importante avanço foi a instalação de 100 novos Pontos de Cultura no Estado, por meio de uma parceria MinC, totalizando recursos na ordem de 18 milhões. 
 Patrimônio 
Já na área de Patrimônio, o Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, efetivou a compra do Theatro Cine São Luiz, pertencente à família Severiano Ribeiro, no valor de  2 milhões e 200 mil reais, compreendendo que a concepção de tombamento, significado histórico para o Estado e para o Brasil, o coloca bem acima de valorações monetárias.
Fóruns de Cultura e Turismo
A Coordenadoria de Gestão dos Sistemas Estaduais da Cultura iniciou suas ações com o retorno da participação da SECULT às reuniões dos Fóruns Regionais de Cultura e Turismo, resultando em 25  encontros em 2011, distribuídos em 12 macrorregiões . No primeiro semestre,  a ação cultural “SECULT Mostra: I Encontro Estadual de Gestores Municipais de Cultura”, apresentou, a representantes de 86 municípios cearenses, as diretrizes da política cultural do Estado do Ceará, com ênfase no papel dos Gestores Municipais e com a palestra do secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti.
Em sequência, foram realizados 14 Encontros Regionais de Cultura abrigando 134 municípios, participação de 716 pessoas.
Com a realização do “Curso Básico de Criação e Implementação do Sistema Municipal de Cultura”, realizado de 3 a 5 de novembro de 2011, buscou-se subsidiar a estruturação Municipal dos Sistemas de Cultura, bem como informar e formar sobre a Adesão ao Sistema Nacional de Cultura. Foram 115 inscritos, que corresponderam ao universo de 104 municípios participantes. De 5 a 7 de janeiro, será realizado o "Planejamento Estratégico da Secretária da Cultura do Estado do Ceará", com a presença dos Secretários Municipais de Cultura, Presidentes dos Fóruns Regionais de Cultura e Coordenadores dos  Fóruns de Linguagem. No planejamento estarão presentes 101 municípios de 14 macrorregiões do Estado.
Políticas do Livro, da Leitura e da Literatura
Durante o ano de 2011, a Secult deu continuidade às políticas do Livro, da Leitura, da Literatura e da Biblioteca, consoante aos eixos de ação do Plano Nacional do Livro, da Leitura e da Literatura.
Em relação a publicações da coleção Nossa Cultura, em 2011, o valioso trabalho de seleção e edição de títulos do patrimônio cultural literário cearense totalizou a publicações de cerca de 40 títulos, distribuídos ao Sistema Estadual de Bibliotecas Municipais e, então, as 192 bibliotecas de 184 municípios cearenses, além de bibliotecas universitárias. Muitas das obras publicadas pela SECULT eram inacessíveis (por sua raridade, baixa tiragem ou por estarem restritas a bibliotecas particulares) ou tiveram apenas uma primeira edição, outras são inéditas, o que valoriza ainda mais a ação. Dentre os livros: O Romance Cearense, de Abelardo Montenegro, O Canto Novo da Raça, marco do Modernismo cearense, Obra Perdida de Américo Facó, Romanceiro de Bárbara, de Caetano Ximenes de Aragão, Simas, de Pápi Júnior e Fortaleza Descalça, de Otacílio de Azevedo (a ser lançado no centésimo vigésimo aniversário do autor, em 2012, durante as festividades de aniversário de Fortaleza). 
Destaque para a publicação das Edições Theatro José de Alencar, iniciativa inédita de registro da produção dramatúrgica cearense, cujo lançamento acontecerá no início de 2012, sob a consultoria de Fernanda Quinderé. Também é destaque a publicação dos três volumes do Dicionário Bibliográfico Cearense, da coleção Barão de Studart, a ser lançado em janeiro de 2012, comemorativo dos 156 anos do historiador. 
A COPLA, apenas em 2011, até a presente data, acompanhou e apoiou a publicação de 96 novos títulos de autores cearenses, produzidos entre poesia, contos, crônicas, ensaio, dramaturgia, romance, literatura infantil, cordel, livro de arte e quadrinhos do Edital Prêmio Literário para Autor Cearense. O lançamento coletivo das obras deverá acontecer em março de 2012. 
A realização da 1ª Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde: "A Terra da Luz na Claridade", durante a I Feira Mundial da Palavra, evento promovido pelo Ministério da Cultura da República de Cabo Verde e coordenado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, na cidade de Praia, Ilha de Santiago, de 11 a 18 de dezembro, Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, integrou por meio de intercâmbio, a cultura brasileira do Ceará à de Cabo Verde. Além da aquisição de livros de editoras cearenses e de autores cearenses, por meio da Câmara Cearense do Livro, a SECULT, em iniciativa inédita, elaborou e desenvolveu o Catálogo Único de Editoras Cearenses, em tiragem de 4.000 exemplares, com divulgação de pelo menos 10 títulos de cada editora cearense. O Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro comprometeu-se a distribuir os catálogos em todas as livrarias das dez ilhas que compõem o arquipélago de Cabo Verde ao término do evento, fortalecendo as ações de apoio à economia do livro e de exportação da Literatura Cearense
O Projeto Agentes de Leitura do Ceará, ação da Secretaria da Cultura do Estado (SECULT) junto ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP), vem promovendo a democratização do acesso ao livro e aos meios da leitura como ação cultural estratégica de inclusão social e de desenvolvimento humano.A edição 2011 do Projeto Agentes de Leitura trouxe a novidade da possibilidade da parceria com programas governamentais de incentivo à leitura e de letramento e, hoje, contamos com 290 Agentes de Leitura (que recebem valores de bolsa superiores às pagas em todo o Brasil), sendo 10 deles articuladores, beneficiando a 7.000 famílias em 188 localidades (vilas e distritos) de 41 municípios do interior cearense. 
Equipamentos Culturais 
1. Museu da Imagem e do Som 
Além de manter o seu trabalho de rotina, o Museu da Imagem e do Som, órgão responsável pela preservação, difusão e pesquisa da memória audiovisual do Estado e que tem, hoje, à frente, o pesquisador Miguel Ângelo de Azevedo (NIREZ), publicou Memórias Centenárias e Histórias MIS são duas obras (acompanhadas com DVD biográfico) de grande importância por registrarem entrevistas com cearenses, alguns com uma longeva carreira na história cultural.
2. Museu do Ceará
O calendário de atividades anual do Museu do Ceará foi mantido, com visitas orientadas, exposições de curta duração (com destaque para a  mostra Avifauna Tapeba, realizada em parceria com a ADELCO), a publicação de 9 títulos pela Coleção Outras Histórias e Cadernos Paulo Freire (4 inéditos e 5 reedições), a participação na programação da Semana Nacional de Museus e da Primavera dos Museus,  a realização do Dia das Crianças no Museu em parceria com o LABRINJO (Laboratório de Brinquedos e Jogos da UFC), a organização da X Semana Paulo Freire (em homenagem aos 90 anos de nascimento do educador pernambucano), palestras, oficinas e lançamentos de livros de outras instituições.
O Museu do Ceará também atuou brilhantemente como sede na coordenação do Projeto “Tudo de Cor pra Fortaleza”, promovido pelo gripo AkzoNobel/Coral Tintas, que possibilitou a pintura das fachadas de todo o entorno da Praça dos Leões, incluindo o próprio Museu do Ceará e outros prédios históricos, evento que chamou atenção da cidade para o logradouro e a sua conservação, culminando com show de Raimundo Fagner.
Contando com a parceria da Associação de Amigos do Museu do Ceará, aprovou projetos nos editais BNDES Cultural (para conservação de acervos) e Modernização de Museus - IBRAM (para sua ação educativa) que serão executados no próximo ano. Ganhou ainda o Prêmio Mais Cultura do MINC - Edição Patativa do Assaré, para ações de difusão do cordel e da xilogravura cearenses.
2.1. Sistema Estadual de Museus
Com sede no Museu do Ceará, o Sistema manteve seu ritmo de trabalho, atendendo museus e outras instituições em busca de auxílio técnico, divulgando os eventos e editais do setor museológico, arregimentando os museus cearenses para a programação da Semana Nacional de Museus e da Primavera dos Museus e para os cursos oferecidos pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), além de publicar o seu relatório de gestão (Boletim do Sistema). Por meio da Associação de Amigos do Museu do Ceará, foi um dos cinco sistemas no Brasil que conseguiu aprovar projeto no Edital de Criação e Fortalecimento de Sistemas de Museus do IBRAM , que garantirá muitas atividades, entre cursos de capacitação em sistema de vídeo conferência e assessorias técnicas.
3. Museu Sacro São José de Ribamar
O calendário de atividades anual foi mantido, com realização de visitas orientadas, exposições de curta duração (com destaque para a  mostra “Culto Doméstico”), a participação na programação da Semana Nacional de Museus e da Primavera dos Museus, a realização do Dia do Livro e da Leitura e do Dia das Crianças no Museu, a organização da III Semana da Consciência Negra, palestras e oficinas. Por meio da Associação de Amigos do Museu do Ceará aprovou projeto de “Reestruturação da Reserva Técnica” no Edital Petrobrás Cultural, de Conservação de Acervos no BNDES Cultural e para Exposição de Longa Duração em Edital de Modernização de Museus – IBRAM. 
 4. Sobrado Dr. José Lourenço
Desenvolvendo ações consonantes com a política de ações de fomento à pesquisa, produção e difusão no campo da cultura, o Sobrado Dr. José Lourenço foca suas ações na área das artes visuais do Ceará, por meio da produção de exposições individuais, coletivas, itinerantes, retrospectivas históricas e temáticas, desenvolvendo ainda projetos de apoio à formação e profissionalização artística. 
Em 2011, foram apresentadas 542 obras de 143 artistas. A frequência somou cerca de 6.000 visitantes, sendo a sua maior parte proveniente de escolas públicas, ONG´s, associações, grupos de melhor idade, turistas, comerciários, funcionários públicos e profissionais liberais. Essa diversidade de público deve-se à sua programação plural e a seu amplo horário de funcionamento (terça a domingo). 
De fácil acesso, todos os seus serviços são gratuitos, a exemplo do Cineclube Sobrado e a Ação Educativa, que acolhe grupos previamente agendados, com direito à visita mediada, entretenimento e capacitação de professores e alunos, ou de outros grupos. Oferecem-se também, gratuitament,e oficinas permanentes de pintura, desenho e gravura. Programas de promoção e difusão firmam este equipamento como referência no Estado – caso do programa “Café do Zé”, que acontece nas manhãs de sábado com rodadas de conversa em torno de um café da manhã seguido de mesa redonda, oficina, palestra, workshop ou seminário relacionado à exposição em cartaz.
 5. Theatro José de Alencar
Ao longo de 2011, o TJA apresentou um calendário de atividades produzidas pelo próprio TJA, além de demais ações nas quais atuou como instituição apoiadora, quando produzidas por outras instituições públicas, governamentais e não-governamentais, e/ou empresas. Entre as ações apoiadas pelo TJA: calendário anual da Orquestra Sinfônica do Ceará, Bienal Internacional de Dança do Ceará, Festival de Teatro de Fortaleza, o “Cine Ceará” (primeira vez no TJA, em 2011), projeto “Terça de Graça”, “Visita Espetacular”, “Quarta da Cultura no Centro”, Festival BNDES de Piano. 
Entre as ações de FORMAÇÂO, oDebates Incalculáveis”, realização da Vila das Artes com apoio do TJA e Ica-UFC, com Eugênio Barba. A mais regular atividade de formação do TJA é o Curso Princípios Básicos de Teatro - CPBT, com três turmas anuais: manhã, tarde e noite. Em 2011, o CPBT apresentou três montagens de conclusão de curso "E se..." (turma Noite), "Contradizes" (turma Manhã) e, em cartaz, "Plastic Wood" (turma Tarde).
Com os teatros da Ribeira dos Icós (Icó) e o São João (Sobral), o TJA realizou, em março de 2011, um Circuito Teatros Centenários com espetáculos e acompanhado de debate. 
Entre as ações, projetos e programas permanentes, de acesso gratuito, o TJA realiza o “Domingueira no Theatro” (desde abril de 2007, todo último domingo), nos dias 17 no Theatro (desde junho de 1999, todo dia 17), na primeira terca-feira do Mês (desde janeiro de 2010, toda primeira terça), e, mais pontuais, realizados também em 2011: “Semana da Criança no Theatro” (outubro), “Mês do Circo e do Teatro” (março) e o “Mês da Dança” (abril).
Aguardando o repasse do recurso aprovado de 650 mil reais, o TJA executará o Zona de Transição – Encontro Internacional de Artes Cênicas do TJA (realizado em 2009 e 2010, trazendo a Fortaleza produções da Argentina, Chile, Espanha, França, Itália, México, Paraguai, Peru) e a segunda de Músicas do Mundo
6. Instituto de Arte e Cultura
6.1. Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho 
A Escola de Artes e Ofícios, cumprindo a sua rotina de preservação da cultura e da memória, formando e qualificando profissionais para atuar na valorização, preservação e conservação do patrimônio cultural natural, material e imaterial do Estado do Ceará, realizou o curso de qualificação profissional de jovens artífices “Aperfeiçoamento em Contexto de Trabalho” (300h/a), por meio do qual oportunizou a jovens o aprofundamento de seus conhecimentos em conservação e restauração, identificação, catalogação de acervos museológicos e bibliográficos, encadernação, monitoria em exposição, montagem e desmontagem de exposição, atividades essas que compõem o cotidiano dos equipamentos culturais do Estado, como: Museu do Ceará, Sobrado José Lourenço, Biblioteca Pública Menezes Pimentel, Arquivo Público do Estado do Ceará, Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar e sede da EAO.
 Também desenvolveu em 2011 o projeto “Patrimônio para Todos: uma aventura através das memórias”, projeto de difusão do patrimônio cultural que promove o patrimônio local como fonte primária de conhecimento e aprendizado, valorizando as experiências e realidades dos educandos.
Foram, realizadas 26 Oficinas de Educação Patrimonial, sendo 16 em Fortaleza e 10 em Aquiraz. O projeto formou 26 facilitadores de educação patrimonial e atendeu, diretamente, a 520 jovens entre 16 e 29 anos.
 O projeto “Escola nas Escolas”, projeto de dinamização cultural e integração das escolas do bairro Jacarecanga, local onde a Escola de Artes e Ofícios se localiza e dialoga com a comunidade, contou com a participação de 3 escolas e atendeu a um público estimado de 500 estudantes.
7. Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel
A Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, biblioteca de referência do Estado, recebeu cerca de 60.000 usuários em 2011, acolheu 197 escolas, contemplando 8.233 alunos atendidos. Em sua programação cultural realizou 15 oficinas; 4 exposições; 16 momentos de contação de estórias; 12 sessões de exibição de filmes; 2 apresentações de fantoches; 2 de pintura de rosto e 4 palestras.; enquanto isso, a Biblioteca Volante, equipamento de extensão da BPGMP, atendeu a 8.377 usuários, entre crianças (55% do total de usuários, advindos de demandas de escolas de Educação Infantil), jovens, adultos/idosos em comunidades de difícil acesso aos bens culturais. O Setor de Restauração da BPGMP restaurou 814 exemplares e trabalhou com mais 65.
7.1. Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas
O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, em 2011, distribuiu 42.798 livros para 194 bibliotecas municipais; recebeu 80.505 livros do projeto Biblioteca Cidadã; modernizou 23 (vinte e três) bibliotecas por meio do convênio SECULT/MinC, instalou Telecentros em. 43 municípios e distribuiu o Kit Mais Cultura/MinC para 22 municípios. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Quando o Amor é de Graça VIII: História de não se Dar Passo", crônica de Raymundo Netto para O POVO (28.12)


  Moral da História: a vida é o exercício do perder!
Essa fábula ao inverso nada mais é do que a minha tese de pós-torturado da faculdade da vida, na qual nem pedi a inscrição, mas onde tenho cadeiras obrigatórias desde a primeira tapa, e onde jurei: até a morte hei de viver!
Pois sim, que não acreditem em mim, mas é mesmo a vida, tão querida ad respirata, dentre as tantas coisas que desaprendi, um exercício de perdas. Desde a nascença, nada nos é tão certo quanto a perda, cosida, pontilhadamente, até de um dia perder, irreparavelmente, a própria vida. Vai-se infância, saúde, amores, amigos, cabelos e, dolorosamente, os dentes, tudo se vai e, acreditem pelamordedeus, rapidamente num cadinho.
Nos meus 40 anos, já perdi tanta coisa, deixei tanto para trás, nem vale a pena o sofrer por isso... Ciente da prática de perdas, tenho desapegado franciscanamente, exercitado ao máximo, a ponto de, às vezes, ficar me rindo da ausência do peso das tantas coisas que não tenho... Sempre disse: Posso perder tudo, menos as pessoas... E as tenho perdido mesmo assim, aqui e ali, sem jeito.
Por que é charmoso e chama a atenção, vez ou outra grito a todo pulmão: “Desisto!”, mas continuo insistindo nas mesmas burradas a perguntar-me por que as coisas não me hão de nunca dar certo. Chego a ter dó de mim, um dó em si tão grande de fazer choro, não fora eu um nordestino, cem por cento negro, um forte Xunembó, caucásio-brasileiro, sem carteira assinada, nem dinheiro no banco, sem parentes importantes e nascido embaixo de fogos de São Pedro.
É quando me lembro da passagem literária, essa de Queiroz, d’Os Maias, em seu último capítulo, quando Carlos e o João da Ega, numa conversa descontraída de meio da rua, conceituam os românticos de “indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento e não pela razão...” e resumem: “não vale a pena viver!” Explicam inda mais: “Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na Terra, porque tudo se resolve, como já ensinara o sábio do Eclesiastes, em desilusão e poeira.” Aconselham: “Não saia deste passinho lento, prudente, correto, seguro, que é o único que se deve ter na vida.” Os dois fanfarrões estavam convictos da descoberta da fórmula do mais seguro viver: “não fazer um esforço, nem correr com ânsia para coisa alguma... Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...”
Foi quando avistaram, ao longe, uma carruagem. Atrasados que estavam, entreolharam-se e “os dois amigos romperam a CORRER desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia”.
E é assim, meus amigos, que corremos quando temos que correr — a vida não espera —, mas das vezes temos que parar um pouco e apenas olhar o movimento das ruas, encantar-nos com as pessoas que nunca víamos chegar, ouvir histórias demorosas com amigos, arriscar novos pratos, novos sons, tomar banho de chuva e de sol, nunca dizer nunca nem sempre, pensar menos no passado e no futuro, viver mais o presente, ganhar o mundo, não pentear sempre os cabelos, nem fazer sempre a barba, trocar a cueca sempre é bom, mas, acima de tudo isso, fazer as pazes com a gente mesmo, não nos cobrarmos tanto e dar-nos a pequena chance de não nos perdermos, a não ser de amor.
Feliz Dois Mil e Doces para todos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

"Integraciones", de Pablo Neruda



Después de todo te amaré
Como si fuera siempre antes
Como si de tanto esperar
Sin que te viera ni llegaras
Estuvieras eternamente
Respirando cerca de mí.

Cerca de mí con tus costumbres
Con tu color y tu guitarra
Como están juntos los países
En las lecciones escolares
Y dos comarcas se confunden
Y hay un río cerca de un río
Y dos volcanes crecen juntos.

Cerca de ti es cerca de mí
Y lejos de todo es tu ausencia
Y es color de arcilla la luna
En la noche del terremoto
Cuando en el terror de la tierra
Se juntan las raíces
Y se oye sonar el silencio
Con la música del espanto.
El miedo es también un camino.
Y entre sus piedras pavorosas
Puede marchar con cuatro pies
Y cuatro labios, la ternura.

Porque sin salir del presente
Que es un anillo delicado
Tocamos la arena de ayer
Y en el mar enseña el amor
Un arrebato repetido.

PS: sou obrigado a publicar esse texto em espanhol, porque com a sua tradução ele pode até ganhar "significado", mas perde a beleza da palavra, e hoje não estou dispensando belezas de jeito nenhum...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

"Traição", conto de Raymundo Netto para O POVO (14.12)



Gedeão incomodava-se. Passasse à calçada, a vizinhança logo o apontava olhos censurosos. Era um desgraçado, sabiam mais do que ele próprio. Sabiam sempre mais, de não entenderem como haveria de não saber de nada. Pois sim, a sua mulher o traía às ventas e ele nada! Como poderia?
Já havia de telefonemas anônimos. Bilhetes de solidária maldade lhe chegavam. Os colegas e mesmo os familiares mais próximos, com vexame, insinuavam desconfianças... Era de tão claro, mas Gedeão parecia receber tudo com a naturalidade de um Jó, incompreensível ao geral pensamento humano e, ademais, masculino.
Diante da porta da casa, torcendo a chave, a curiosidade de uma rua despontava aos ouvidos: haveria ali outro alguém? seria daquele dia a desforra? falaria à sonsa da mulher as verdades? surraria aquela vagabunda? acabaria dali, de vez, a pouca vergonha?
O silêncio frustrante de um nada, acontecia.
Naquele dia, entretanto, após minutos, saía ela, a esposa jovem e imperdoavelmente linda, pela mesma calçada, acompanhada de estranho. A lágrima descia única e atrevida à face, a luzir do suor vertido no calor da hora. O homem ao lado nem não tinha cor. Fosse outra, dignaria vaia, mas ela, não, era diferente. Temiam-na. No vento de sua passagem, correram todos à janela da casa. Gedeão, magro ao paletó, cruzava os dedos nos cabelos da cabeça reclinada. “O desespero corroía o peito”, pensavam todos a suspirarem dós de a sua inocência. Homem estudado, embora simples e apaixonado, trouxera aquela moça inda adolescente, virgem parecia, do interior, mal sabendo as palavras de boca. Deu-lhe nome, casa, comida. E agora, era de pagar esse preço. Por tanto a enganar olhos e ouvidos, a vadia aproveitou-se.
Como tudo na vida, menos na morte, o tempo passou. Gedeão, acolhido com disfarce generoso pela vizinhança, encontrou breve outra mulher. Esta, filha única da vizinha mais cruel algoz de sua outrora companheira. Via na filha a redenção daquele corno, pois nela o exemplo quase litúrgico de virtude e fidelidade.
Gedeão casara assim em festa de rua. Nunca mais que ficara só. A sogra, entretanto, não deixava o casal esquecer a outra. Sempre a relembrar de seus pecados e a ostentar a compensação na excelente escolha a remir o seu passado.
Foi-se a novidade. Gedeão atravessava a calçada, incomodado. Era de um encabulo só. Olhos demais, palavras demais, amigos demais e algo pedia-lhe a vida. A esposa já percebia. Acolhendo-o em seus braços, buscava chegar à sua dor, preencher-lhe o vazio de seu coração choroso.
E foi numa noite que Gedeão abriu, com sorriso, a porta da alcova, e apresentou à mulher um homem sem cor, e ela, compreensiva em seu sublime e devoto amor, abriu os braços, como numa cruz, para o seu mundo.

Contato: raymundo.netto@uol.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lançamento IMPERDÍVEL: "De Clóvis para Amélia", de José Luís Lira (9.12)


De Clóvis para Amélia
— correspondência inédita de Clóvis Bevilaqua para a escritora e esposa Amélia de Freitas Bevilaqua —
de José Luís Lira (org)

Data: 9 de dezembro de 2011 (sexta-feira)
Horário: 18h30min
Local: Academia Cearense de Letras (Rua do Rosário, 1, Centro)
Apresentação da Obra e do Autor: Cid Sabóia de Carvalho
Participação especial: Cecília Bevilaqua, neta do casal.

Sobre a Obra: Valioso e originalíssimo acervo de correspondência de Clóvis Bevilaqua (Viçosa do Ceará, 1859 – Rio de Janeiro, 1944), um dos maiores juristas brasileiros, para a escritora e esposa Amélia de Freitas Bevilaqua, com quem casou em 1884, no Recife, e com quem teve cinco filhas.
Em 1930, apresentou a sua mulher, Amélia de Freitas Bevilaqua, como candidata à cadeira da Academia Brasileira de Letras, da qual era membro e fundador. A proposta foi analisada pelos seus pares imortais que resolveram interpretar o estatuto da academia como excluindo as mulheres da mesma. Clóvis e sua esposa ficaram ressentidos da posição de seus colegas. Depois do ocorrido, nunca mais Clóvis voltou à ABL.
O livro, cuidadosamente organizado por José Luís Lira, traz fac-similares das cartas, inclusive com desenhos de Clóvis feitos para a mulher amada e fotos do casal ninca antes vista pelo público em geral. É imperdível.

Sobre o Autor: José Luís Lira nasceu no Sitio Correios, Guaraciaba do Norte, Ceará. Filho de agricultores, conhece as primeiras letras em uma sala de aula improvisada na cozinha da casa de sua tia. Ingressou no curso de Direito da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, onde cursou um semestre. Voltou ao Ceará onde prosseguiu os estudos e os conclui na Universidade de Fortaleza – UNIFOR.
Em 1999, publica Ontem Campo Grande, hoje Guaraciaba do Norte, análise histórica sobre a sua cidade natal. No mesmo ano, o autor lança O levita do Senhor – A vida de Mons. Antonino Soares. Em 2003, na Academia Brasileira de Letras e em Fortaleza, lança No alpendre com Rachel: ensaio biográfico sobre Rachel de Queiroz. Ainda em 2003, publicou O Poeta do Ceará: Arthur Eduardo Benevides e Um Bispo da Igreja: Dom José Bezerra Coutinho.
Em 2005, funda a Academia Brasileira de Hagiologia, e pelas edições UVA, lança Academia Brasileira de Hagiologia: Breve Histórico, um resumo histórico sobre a fundação da citada academia e estudos acerca da santidade no catolicismo. Pela Academia lança, em 2006, Candidatos ao altar, com breves biografias sobre os santos candidatos à beatificação pelo Vaticano. Autor premiado, escreveu também a aclamada biografia A Saga de Gerardo: um Mello Mourão e o livro de poesias Algum Poema?, dentre outros.
Atualmente, José Luis Lira é professor efetivo do Curso de Direito da UVA e Chefe de Gabinete do Reitor.


Edição
Academia Sobralense de Estudos e Letras
Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

Apoio Cultural
Academia Cearense de Letras
Faculdade Metropolitana de Fortaleza – FAMETRO
Universidade Federal do Ceará