quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Uma Luz Vermelha no Bazar", crônica de Pedro Salgueiro para O POVO


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Há mais de três anos um programa de entrevistas e lançamentos de livros (idealizado pelo grupo de leitura “Abraço Literário” e executado pelo escritor Carlos Vazconcelos) vem mapeando os escritores cearenses com uma competência extraordinária. Todas as últimas terças-feiras de cada mês na Galeria do Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, 1701) um jovem poeta, uma escritora já consagrada, um teatrólogo de valor, um estudioso da literatura, estará sendo minuciosamente entrevistado pelo competente mediador.


E são iniciativas como estas, que passam quase desapercebidas nos nossos meios de comunicação, que fazem a verdadeira história cultural de um povo.


Mais de 40 escritores passaram por lá, do grande Jorge Tufic à estreante Ana Cristina Moraes, da talentosa Inez Figueiredo à jornalista Mônica Silveira, do contista Júnior Ratts ao poeta Elias de França, dos crateuenses Luciano Bonfim e Silas Falcão aos professores Batista de Lima e Aíla Sampaio, só para ficar em alguns poucos nomes.


Mas no próximo dia 30 de agosto uma luz vermelha se acederá no Bazar das Letras: o contista e mestrando da UFC, Carlos Vaz, vai entrevistar um dos melhores escritores brasileiros da atualidade, o poeta, romancista, estudioso de literatura e principalmente contista Nilto Maciel.


Maciel é o mais importante escritor de sua geração no Ceará, fabulosa geração que nos deu nomes importantes como Gilmar de Carvalho, Airton Monte, Carlos Emílio Corrêa Lima, Barros Pinho, Paulo Veras, Marly Vasconcelos e muitos e muitos outros grandes artistas.


A Luz Vermelha que se Azula é um livro marcante, de uma inventividade singular; obra mesmo de mestre da narrativa curta. Onde cada conto fica rodopiando em nossas cabeças, como obra inacabada que procura em nós (leitores) parceiros e cúmplices para sua perfeita execução. Contos curtos que se agigantam em nossas mentes, instigando nossas imaginações a continuarem infinitamente as histórias que ele talha, esmera e lima com precisão de artista consciente de seu valioso ofício.


Conclamo a todos os amantes da literatura a, desde logo, marcarem em seus calendários, botarem lembrete em seus celulares, pregarem bilhetinhos na estante, reservando o dia 30 de agosto (uma terça, às 19h, no Teatro do Sesc da Duque Caxias) para irem saber um pouco sobre a brilhante magia desse que é um dos maiores escritores que o nosso Ceará já produziu.


(*) O projeto Bazar das Letras do SESC, mediado pelo escritor Carlos Roberto Vazconcelos, receberá Nilto Maciel e lançará Luz Vermelha que se Azula, ganhador do Prêmio Moreira Campos de Contos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Informações: (85) 3452.9032

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tudo de Cor Para Fortaleza - HOJE! (17.8)

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"Tudo de Cor para Você" em Fortaleza, 17 de agosto, colorindo a Praça dos Leões!

Detalhe da Praça dos Leões (foto: Raymundo Netto)


Meus amigos,

A CORAL (grupo AkzoNobel), por meio de seu projeto "Tudo de Cor Para Você" que vem fazendo sucesso no Brasil inteiro espalhando também o exemplo de responsabilidade social, agora vem a Fortaleza e, com a parceria do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura de Fortaleza e IPHAN, nos descobre, acolhe e colore um local da cidade muito especial, o único que mais se assemelha a um sítio histórico, pois que de outra forma não temos nenhum: a praça dos Leões (1820).


Denominada oficialmente como praça General Tibúrcio, o antigo Largo do Palácio resiste em si e em seu entorno: Palácio da Luz (atual sede da Academia Cearense de Letras/final do século XVIII), Igreja de Nossa Senhora do Rosário (1730), Palacete Ceará (1912), Sobrado de Eduardo Pastor (restaurante L'Escale, o melhor lugar para se almoçar em Fortaleza/1914), Palacete Brasil (1915), prédio da Assembleia Provincial (1871), leões e vasos de bronze (1913), combustores e bancos, estátua do general Tibúrcio (1888/ a primeira estátua erigida em Fortaleza), estátua de Rachel de Queiroz e árvores centenárias.

É impossível não nos emocionarmos e comemorarmos esse grande presente que a cidade recebe, pois nos traz a reflexão sobre a importância de nosso patrimônio artístico, arquitetônico e cultural que nós, seu povo, junto com o descaso tradicional das autoridades, temos esquecido e deixado para trás. Repito: Nós, seu povo, em primeiro lugar.


Assim, vamos nos fazer presentes, para comemorar, acima de tudo, as novas cores de nossa Fortaleza, uma pequena parte do muito que ainda podemos fazer por ela.


Segue a programação.


Grande abraço do Raymundo Netto (que estará lá, claro!)


Tudo de Cor para Você - Fortaleza


15h30 – 17h Mutirão de Pintura (Praça dos Leões)

17h30 – 18h30 Cerimônia de Descerramento Pintura Simbólica (Praça do Ferreira)

19h – 19h30 Cerimônia de Entrega dos Diplomas Pintores e Aprendizes (Praça do Ferreira)

20h – 21h30 Show do Fagner (Praça do Ferreira)




domingo, 14 de agosto de 2011

"Voo", conto de Washington Hemmes para o Projeto cadafalso


— Vai ficar bom, seu Aldair. Vai ficar bom...

— Vou... vou... — ruminava em monossílabos envelhecidos pelo cansaço.

A enfermaria lhe era um espaço familiar. Conhecia-lhe cada leito, antigos pacientes, enfermeiros. Todos o tratavam como a um patriarca, sábio em suas poucas palavras.

— Vou... vou...

— Se Deus quiser! — emendava a enfermeira, em ritual quase hipnótico que atraía todos a ecoarem em ladainha:

— Se Deus quiser!

Ele permanecia imóvel, olhos no teto. Percebia-se, no entanto, que seu olhar ultrapassava o velho gesso encardido de tempo e de dor, na tentativa de atingir algum ponto-além, uma libertação indefinida.

Adoecera da vida, da fadiga de ser, da monotonia da incompreensão. Incompreendera-se da vida.

— Vou... vou...

E já voara, antes mesmo do coro repetir o tédio da insistência.

(Fortaleza, Hospital N. Sra. da Conceição,

25 de janeiro de 2000, 6:45 a.m.

Enfermaria 1

Meu pai, Chico Menezes, voaria no dia seguinte).


http://projetocadafalso.blogspot.com


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bazar das Letras do SESC apresenta Nilto Maciel e "Luz Vermelha que se Azula" (30.8)

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"Quando o Amor é de Graça IV: em nome do Pai!", crônica de Raymundo Netto para O POVO (10.8)

José Pedro e as irmãs, em Recife


Não há quem dê nego à importância do nome, esta designação oficial de nossa existência dita cuja, seja ela a mais vã impossível, atribuída seja por quem for, a nos acompanhar pela vida e à morte, falando de nós ou por nós como uma marca, às vezes como uma chaga. Um nome bem escolhido nos coloca à frente, principalmente quando inicial “a”, ou, ao contrário, nos diminui, quando feio, cacofônico, antiquado, com sentido dúbio ou estranho, fruto do engenho experimentalista dos pais. Há tantos nomes bonitos, fortes, significantes — em alguns países asiáticos realizam-se cerimônias dirigidas por sábios que “adivinham” a função de mundo daquele ser e a coloca em seu nome — mas na hora da escolha de um nome, os pais ou os enxeridos de plantão — os “pitaqueiros” — esquecem de atentar para a criaturinha que o levará às costas, às vezes, suportando o ridículo de uma predileção momentânea.

Meu nome é Raymundo Netto. Nasci numa noite de São Pedro. Fogos estrepitavam nos céus e minha mãe não duvidava que me nomearia “Pedro”, assim como meu pai, José Pedro, que nascera à mesma data. Entretanto, papai dizia-lhe “Não. Terá o nome de meu pai: Raymundo!” Chegava à minha mãe o tom grave do nome. Insistiu na tese “José Pedro Júnior” — ou filho —, afinal, era tão raro um filho, e logo o primeiro homem, nascer no mesmo dia de um pai... Mas este não vacilava: “Será Raymundo!”.

Minha vó Alice, a mãe de meu pai, tentava: “Pedro Raymundo?” “Não, parece nome de sanfoneiro...”, entendia mamãe, desconsolada, e pensou: “Pelo menos será Raymundo Netto, e poderei chamá-lo por Netto”. Certo assim ficou e nos ecos mais longevos de minha vida, nem lembrava por um dia daquele Raymundo. Cresci sem precisar dele, não tendo por ele nenhuma afinidade, sem encontrá-lo, apenas raramente, e reconhecendo nele a cara de “Hã? Eu?” nas vezes em que assim me acusavam, mas se não insistissem, passava-me. Até as professorinhas, nas reveladoras chamadas de classe, o preteriam. As garotas da velha ponte quando não saciadas após o Netto apresentado, insistiam: “Netto de quê?”. “Raymundo...”, e elas prosseguiam: “Pois então, Netto...” É, o pobre do Raymundo não emplacava mesmo. Um azarão, condenado a esconder-se sob máscara de ferro nas masmorras cartoriais. Não fosse encargo de capa de livro, há seis anos, inda estaria morto.

De assim, sempre na mesa larga de família, em volta com o casal paterno, vez ou outra, numa espécie de efeméride infantil, tornava-se assunto: “Como vocês tiveram coragem de, olhando para aquele ser indefeso, careca e banguela, gritar-lhe à cara: Raymundo?”. Era graça, mas mamãe baixava os olhos e passava: “Foi seu pai...”. Este calado, não fosse com ele. Estranhamente, aqui constato: nunca me chamou por toda a vida pelo primeiro nome. Nunca de jamais!

Anos-há, porém, recorri como sempre, parecia-me engraçado, o assunto. Mas, desta vez, meu pai levantou-se, ainda calado, dirigiu-se à porta da cozinha e, foi de lá, voltou-se de banda a voz calma e segura: “Se você quiser mudar o seu nome, pode mudar, mas eu escolhi para você o melhor de todos os nomes que eu poderia: o do meu pai!”


Contato: raymundo.netto@uol.com.br


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"A Arte Poética" de Horácio, por Carlos Vazconcelos



Um clássico sempre nos surpreende. Se não revela as grandes verdades que almejamos, enleva-nos com pequenos achados. Na busca de abrir caminho através da densa barreira dos Livros que não li ou dos Livros que, se eu tivesse mais vidas para viver, certamente leria de boa vontade (como sugere Italo Calvino), abri esta semana as páginas de A arte poética de Horácio. Na realidade, uma epístola escrita aos Pisões com o intuito de prestar aconselhamentos quanto ao ato criador. Com o tempo consolidou-se, do mesmo modo que a outra Arte poética, a de Aristóteles, como interessante manual de estética aplicada à literatura e, particularmente, ao teatro.

A Poética de Horácio é o manifesto máximo do classicismo contra qualquer tipo de vanguarda, pois para ele liberdade é exceção, não a regra. Numa época em que se busca um vanguardismo a qualquer custo, um desejo convulsivo de inovar a arte e seus mecanismos, mesmo que o conteúdo soe inválido e a poética estéril, Horácio, como um bom clássico, é atualíssimo quando adverte: “Vós, que escreveis, tornai a matéria igual às vossas forças e pesai longamente o que vossos ombros se recusam a carregar”; ou quando indaga: “Começou-se a moldar uma ânfora, por que ao girar da roda saiu um pote?”

Muitos artistas hoje não compreenderam as lições de seus mestres. Buscam a ruptura, mas não percebem que em arte toda transgressão deve ser passageira, isto é, durar enquanto transgressão. Quebrar paradigmas às vezes é essencial, mas o ato de ruptura não pode, por si só, virar estética. Quando isso acontece, os transgressores provam do próprio feitiço. Concordo com o escritor e crítico Affonso Romano de Sant’Anna, quando afirma que “a melhor homenagem que podemos fazer aos mestres contestadores de ontem, é contestá-los hoje.” Não foi à toa que Marcel Duchamp (charlatão e gozador, para uns; rei da vanguarda artística, para outros) afirmou: “Joguei o urinol na cara deles como um desafio e agora eles o admiram como um objeto de arte.” Não se deve empurrar gato por lebre. O ato de ruptura não se dilui em estética, apenas a provoca. A Poética de Horácio amolda-se perfeitamente à sexta definição de Calvino: “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.”

Com base no dualismo de Platão (esteticismo/eticismo), Horácio pregava que a arte tinha duas finalidades: agradar e educar. “Não basta que os poemas sejam belos, é preciso que sejam doces”, afirma ele. Para o esteticismo a função da arte é ser arte; para o eticismo a função da arte é ser útil. Nesse ponto, dissocia-se do pensamento de Aristóteles. O autor da outra Poética valoriza a arte como imitação e aceita que o feio na natureza pode agradar na arte, como por exemplo um cadáver bem pintado. Na poética de Horácio, há um permanente paralelo entre a pintura e a literatura, e ele inclusive admite que pintores e poetas têm o poder de ousar, mas a razão deve dominar a fantasia e o sentimento. O artista que pretende variar com prodígios um tema uno, termina por pintar delfins nas selvas e javalis nas ondas. Um poema concebido sem critérios estéticos, onde apenas o engenho participe e não a arte, pode assemelhar-se ao quadro de um pintor que quisesse ligar a uma cabeça humana um pescoço de cavalo, resultando no ridículo quadro da mulher-cavalo-ave-peixe, o que nos faz deduzir que o Surrealismo seria a estética inversamente proporcional ao classicismo de Horácio. Mais ainda: Seria sua inimiga mortal. Não que condenasse o fantástico, onde se misturam coisas falsas e coisas verdadeiras, mas a falta de coerência.

Dispensados certos radicalismos e outros aspectos que nos soam hoje como anacrônicos, há muita atualidade nas propostas do autor grego. Ele aconselha que toda obra literária seja submetida aos ouvidos de um crítico severo e depois permaneça guardada até o nono ano, e justifica: “O que não tenhas editado, te será permitido destruir. As palavras soltas não podem tornar.” Critica os poetas romanos que abandonaram as pegadas dos gregos, principalmente de Homero, criador da fórmula perfeita dos hexâmetros com que escreveu a Odisseia, e dá mais esta lição atualíssima e permanente: “Nem o Lácio seria mais potente pelo valor e pelas armas gloriosas do que por sua língua, se o trabalho lento da lima não aborrecesse a todos os nossos poetas. Vós, ó sangue de Pompílio[1], repreendei o poema que muitos dias e muitas correções não desbastaram e não burilaram por dez vezes com a unha aparada.”

No que diz respeito ao teatro, sua pretensão de “pureza” é ainda maior, pois condena o gênero que descamba em outro, como a epopeia retorcida em comédia por falta de perícia dos atores ou do autor do texto. Não lhe agradam esses dois gêneros. Prefere o drama satírico, espécie de moderador entre o riso e o siso. Consagrado como poeta do amor e da paz, rejeitava o espírito guerreiro do romano, condenando por consequência cenas violentas no teatro, boas para serem contadas, jamais para serem representadas, como por exemplo Medeia matando os filhos. Em outras palavras, o classicismo nada sabe do naturalismo. É tal o radicalismo de Homero que ele considerava impraticável jovens representarem papéis de velhos ou vice-versa. Podemos então concluir que a Poética de Horácio amolda-se também ao preceito número 14, de Calvino: “É clássico aquilo que persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível.”

Por fim, comungo ainda com Calvino para enfatizar a importância de se ler propriamente as obras: “A escola e a universidade deveriam servir para fazer entender que nenhum livro que fala de outro livro diz mais sobre o livro em questão; mas fazem de tudo para que se acredite no contrário” e a Todorov: “Na escola, não aprendemos acerca do que falam as obras, mas sim do que falam os críticos. O Ensino Médio, que não se dirige aos especialistas em literatura, mas a todos, não pode ter o mesmo alvo; o que se destina a todos é a literatura, não os estudos literários; é preciso então ensinar aquela e não estes últimos.”

Afinal, Horácio é clássico por que é atual ou é atual por que é clássico? Ora, a questão é tão imperativa quanto ler esta resenha e não ler o livro do qual ela trata. Portanto, quem deseja compreender A Poética de Horácio, deve ir imediatamente à livraria ou a biblioteca, e não se contentar com apreciações como esta.

[1] Os Pisões, a quem a carta de Horácio se destina, pretendiam-se descendentes de Numa Pompílio, segundo rei de Roma.

Bibliografia

CALVINO, Italo. Se um viajante numa manhã de inverno. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Planeta De Agostini, 2003.

__________. Por que ler os clássicos. Tradução Nilson Moulin. São Paulo: Cia. Das Letras, 2007.

SANT’ANNA. Affonso Romano. Desconstruir Duchamp: arte na hora da revisão. Rio de Janeiro: Vieira e Lent, 2003.

TODOROV, Tzvetan. A literatura em perigo. 2. ed. Tradução de Caio Meira. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

TRINGALE, Dante. A arte poética de Horácio. São Paulo: Musa Editora, 1993.


domingo, 7 de agosto de 2011

"Apoteose do Amor", de Cândido Neves, sucesso de Orlando Silva (1936), para ler e ouvir


Apoteose do Amor

de Cândido das Neves, sucesso de Orlando Silva (1936)

“Eu nem sei por que foi que te amei...

Triste de quem vive a chorar por alguém”.

Para Ouvir:

http://www.youtube.com/watch?v=YSPceowbDhw

Deus, só Deus,
Sabe que os olhos teus
São para mim
Dois faróis clareando o mar,
Na fúria do mar,
Onde naufraga uma barca
Que o leme perdeu.
Coitada, essa barca sou eu
A naufragar
Na existência que é o mar.
Socorre-me com a luz desses faróis
Que são teus olhos azuis.


São dois lírios os teus seios alabastrinos.
Quase divinos,
Parecem feitos para o meu beijo.
Muito almejo dos lábios teus
Por um som
Pela glória do nosso amor.


Musa dos versos meus,
Inspira-me por quem és,
Minha alma, bendito amor,
Curvada aos teus pés,
Rosa opulenta
Que o meu jardim ostenta
E queima em dor
Inspiração do meu amor.


Eu nem sei por que foi que te amei,
Pois tudo em ti é formosura e singular.
Amei teu perfil,
Amei teus olhos azuis
Eu amei teu olhar.
Por fim, nem tens pena de mim,
Que sofro e choro
Na ânsia de te amar.
Ah, triste de quem
Vive a chorar por alguém.


sábado, 6 de agosto de 2011

"Falta Alguma Coisa", vídeo adaptação de texto de Carmélia Aragão, no Festival Vídeo Tela Digital 2011


“Falta Alguma Coisa” é um vídeo-adaptação do texto original de Carmélia Aragão, autora do premiado livro de contos Eu Vou Esquecer Você em Paris, que, atualmente, reside no Rio de Janeiro e trabalha na Cátedra UNESCO de Leitura da PUC-RIO.


O vídeo, concebido e interpretado pela atriz Dai Fiorati (imagem), está concorrendo no Festival Vídeo Tela Digital 2011.


O texto foi adaptado por Renato Ciacci (também responsável pela trilha e fotografia) e Tiago Barreto e a edição é de Evandro Manchini.


Para conferir o vídeo:

http://www.teladigital.org.br/teladigital/index.php?page=videos&section=view&vid_id=21354

ou


http://www.youtube.com/watch?v=oKwhEjQk-VE