segunda-feira, 14 de março de 2011

"I Ceará das Rabecas", de 18 a 20 de março no SESC SENAC Iracema


O I Ceará das Rabecas, idealizado pela Mungango Produções, sob a curadoria do Professor Gilmar de Carvalho, será realizado nos dias 18, 19 e 20 de março, no SESC SENAC Iracema, em Fortaleza.


Durante os dias de programação inteiramente gratuita, o público terá a oportunidade de encontro com os mestres rabequeiros do Ceará, conhecer suas luthierias, participando de uma intensa e bastante rica diversidade cultural, com oficinas, exposição fotográfica e de instrumentos, worshops, shows, intercâmbios e seminários.


O I Ceará das Rabecas também intenciona apresentar e valorizar mestres e tocadores que gozam de pouca oportunidade e visibilidade em nosso Estado. Desta forma, quer-se chamar a atenção para uma manifestação que tem raízes profundas, que se sustenta e vem sendo reinventada pelos grupos jovens, estabelecendo uma possibilidade de diálogo e de possibilidades sonoras e performáticas.


Participarão do festival os mestres João Geminiano (São Benedito), Chico Coco (Guaraciaba do Norte), Antonio Hortênsio (Varjota), Bené, Bia (Tauá), Zé Biro Novo (Tauá), Luiz Buretama (São Benedito), Dico Mateus (Itapajé), Genésio Brioso( Itapajé), Chico Barbeiro (Baixio), Totó (Novo Oriente) e os luthiers, Antonio Pinto (Aurora), Totonho (Mauriti) e Benedito (Itapajé).


Além dos mestres, também se apresentam, Fulô da Aurora, Jeferson Leite, Orquestra Armorial do Cariri, Dona Zefinha e Reisado de Independência.


Na abertura oficial do evento, no dia 18 de março, lançamento do livro “Ceará das Rabecas”, de Gilmar de Carvalho; a exposição "A Artes das Rabecas", de Francisco Sousa; luthierias de Antônio Pinto, Totonho e Bené e a exibição do documentário Mestre Lino.


Saiba mais

Rabeca, instrumento de origem árabe e incorporado à cultura brasileira, de feitura popular, possui timbre mais baixo que o do violino. Seu som fanhoso é sentido como tristonho. O tocador recosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu.


Em levantamento feito por Gilmar de Carvalho e Francisco Sousa, mostrou a existência de mais de cem rabequeiros no Ceará, no qual mostra a vitalidade da manifestação que se revigora na medida em que as tradições são valorizadas.


O I Ceará das Rabecas é realizado com patrocínio do Banco do Nordste e com apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult); Governo Federal, através da Lei de Incentivo à Cultura e com o apoio institucional do Serviço Social do Comércio/SESC, Faculdade Católica de Fortaleza, Centro Cultural Capoeira (Cecab), Rede de Atenção Cego Aderaldo e Universidade Federal do Ceará (UFC).


Serviço

I Ceará das Rabecas

Data: 18, 19 e 20 de março

Local: Sesc Senac Iracema

Grátis

Programação e inscrições no www.cearadasrabecas.com.br

Mais informações: 085 - 3032 3333 |8894 7717

"Dimas Macedo e o Doce Lar das Letras", por Nilto Maciel para o Literatura sem Fronteiras


Minhas amizades com escritores cearenses se iniciaram em três etapas: até meados de 1977 (quando me retirei para Brasília); deste tempo até setembro de 2002 (período em que vivi na Capital Federal); e o depois disto. A primeira começou pouco antes do surgimento da revista O Saco: Airton Monte, Batista de Lima, Carlos Emílio, Gilmar de Carvalho, Jackson Sampaio, Oswald Barroso, Paulo Veras, Renato Saldanha, Rosemberg Cariry, Yehudi Bezerra e outros. Na segunda, sobretudo quando a Fortaleza vinha de férias, me aproximei mais de Adriano Espínola, Floriano Martins, Carlos Augusto Viana, Luciano Maia, Márcio Catunda, Nirton Venâncio e Rogaciano Leite Filho, participantes do grupo Siriará. A seguir, conheci Dimas Macedo. Não me lembro da apresentação, quem a fez, onde e quando. Pode ter sido numa das noitadas no Estoril. Não sei, pois bebíamos além do que sorviam os idólatras de Baco e, assim, quase todo o meu viver de então o arrastou o vórtice do olvido ou se afundou nas reentrâncias da memória.


Sei, porém, que é de 1980 a divulgação de seu primeiro conjunto de poemas – A distância de todas as coisas –, que me ofereceu e li, com deleite, quer à primeira refeição, quer a desoras, vésperas de calar a boca. E escrevi um artigo, publicado em jornais: “Poemas das Lavras de um poeta”. A seguir, em 1986, compôs o prefácio, intitulado “Contos picarescos e alegóricos”, para minha terceira coleção de contos: Punhalzinho cravado de ódio. Não sei se lhe pedi (devo ter pedido) tão grande favor. Se pleiteei, o fiz por ver nele não apenas o poeta, mas o crítico. Eu havia lido Leitura e conjuntura, de 1984, seu primeiro volume de artigos de análise literária. Estávamos amigos e enamorados, eu de sua poesia e seu modo de ver a Literatura, e ele, certamente, de minha prosa de ficção. Passamos a nos corresponder. Cartas longas e curtas, sempre cheias de notícias e comentários de livros. Veio, então, o tempo da revista Literatura. 1992. Convidei-o, desde a primeira hora, para fazer parte do conselho editorial e colaborar com artigos e poemas.


Dimas esteve duas vezes em minha residência de Brasília. Conversamos muito, ele a me pedir informações dos escritores de lá, a me falar dos de cá (sempre com elogios aos mais velhos, assim como aos novos) e de Fortaleza, cidade muito amada dele. Quando a nossa capital visitava, ele me conduzia, de carro, aos mais requintados bares e restaurantes, me apresentava a personalidades da política e das artes, a mulheres elegantes, a noviços das letras, como se eu fosse um príncipe exilado: Fulano, este é Nilto Maciel, o mais... Já ouvi falarem do senhor. Sim, mas não o conhecia de perto. Sempre solícito, sempre bem humorado, sempre muito educado. E sempre sabedor de tudo: de obras a serem publicadas, da biografia quer dos antepassados, quer dos contemporâneos, do folclore que forja a aura de muitos, das dificuldades financeiras deste, da opulência daquele.


Em Brasília, todos o sabiam de nome e de livros. Nem precisava apresentá-lo. Então este é Dimas Macedo? Não o imaginava tão jovem. Admiro demais a sua poesia, rapaz. Um dos melhores poetas do Ceará, terra de grandes escritores. E choviam elogios, que se repetiam muito depois de ele regressar às praias.


Nunca falávamos de política, futebol, mulher, religião, clima, ciência ou qualquer outro assunto que não fosse literatura. Como vai sua família? Não, isso não perguntávamos. Pois não éramos amigos. Nem o somos. Falo de amigos no sentido popular ou tradicional da palavra. Não contamos um ao outro nossos conflitos pessoais ou questões familiares, como costumam fazer os amigos. Não tratamos de confidências do tipo “apaixonei-me por fulana”. Não, isso não. Porque essas comunicações de segredos não as fazem os escritores. Não precisam disso. Elas são traduzidas em poemas, principalmente. Ou nas memórias. Somos, pois, amigos pela literatura ou nela.


Dimas exerce mais de uma atividade profissional, como quase todo escritor, e a elas se dedica com abnegação. Entretanto, se difere de seus colegas na divisão do ano. Seis meses jurista e professor, seis meses poeta e crítico. Chegado o tempo destes, abandona a cátedra, o fórum e o gabinete de procurador do Estado, e se consagra a ler e escrever, participar de lançamentos de livros, festas literárias, encontros, proferir palestras, frequentar bares, restaurantes e livrarias. E eu não sabia disso, por não viver na mesma cidade. Quando recebi carta dele, na qual comunicava seu afastamento temporário das lides literárias, tomei um susto: “Não me escreva até o final do ano, não me mande livros ou quaisquer outras publicações...” Pensei loucuras: o coitado deve ter sofrido imensa decepção. Enviei cartas a amigos para saber o motivo de tão esquisita decisão. Todos me deram a mesma explicação: Não se preocupe, Nilto. Ele é assim mesmo. Logo voltará ao nosso doce lar de ilusões. E voltava mesmo. Com o ímpeto de antes, nova reunião de poemas, novo conjunto de estudos, projetos e mais projetos.


E assim tem sido esse poeta magnífico, esse teórico de ampla visão, esse pensador de altos voos.

sábado, 12 de março de 2011

"Crônica do Carnaval", de João Soares Neto, para O ESTADO (11.3)


Acabou-se a esbórnia. Escrevo nesta quarta, cinza por chuvas que caem em meio a uma cidade que se repovoa depois de quatro dias de sandices. Para que serve mesmo o carnaval? Pergunta um amigo filósofo. Sei não. Apenas sei que é atrelado à quaresma, essa trégua cristã de quarenta dias que, quase sempre, termina em outros feriados não tão santos. A propósito, a CNBB,da Igreja Romana, lançou agora a Campanha da Fraternidade deste ano: Discutir a vida no nosso planeta. A vida eterna fica para depois. Do Rio, Danuza Leão resmunga contra a falta de sentido dos espetáculos do Sambódromo e faz crer que ele apenas é reduto de bicheiros, traficantes, figurantes, celebridades (ela que o foi no século passado, fala de cátedra) e de turistas incautos e insones com as nádegas anestesiadas, enquanto Roberto Carlos e Gisele Bundchen são mostrados com exclusividade por uma rede de televisão. Acabou a festa. Limpe-se o que foi sujo. A presidente Dilma voltou da “Barreira do Inferno”, seu local escolhido para descansar no Rio Grande do Norte. Deveria lançar foguetes contra certos políticos. Enquanto isso, cervejeiros foram presos no Rio de Janeiro por fazer xixi nas ruas. Alegam, alguns dos detidos, que as cabinas plásticas são como celas de presídio, pequenas e sujas. Devem saber do que falam. O ex e futuro candidato a candidato a presidente, Aécio Neves, aparece em feijoada boca livre com a camisa estampando a palavra "devassa" e é alvo de beijos encomendados ou espontâneos. Romário, o deputado federal, agora de passaporte diplomático, faz o que gosta: aproveita o carnaval para jogar futebol com amigos em país que integrava a URSS. Bruna, a surfistinha é vista por todos, até pelo Contardo Calligaris, psicanalista e cronista, que diz ter gostado do filme. Leonilson, artista cearense, nascido no Benfica, morto em 1993, aos 36 anos, ocupa página inteira da Folha. Na sua terra quase não se fala dele. Há uma escultura sua na Beira Mar da Praia de Iracema. Maria Luiza Fontenele e Rosa da Fonseca aproveitam o público da Domingos Olímpio e divulgam sua utopia em folhetos. Por falar em utopia, a feminista Rose Maria Muraro(lembram dela?), aos 80 anos, prepara o seu 36º. Livro: Um mundo ao alcance de todos. Quando será isso? Um carro, dirigido por mulher, se recolhe ao leito do canal da Aguanambi de pneus para cima. Ninguém morreu, ainda bem. Nos condomínios lotados da orla leste caminhões limpa-fossas recolhem dejetos, deixam olores no ar e respingos nas estradas. Jovens morrem no país inteiro. Só na Bahia, de todos os santos e axés, foram 4.120 atendimentos em postos de saúde. O péssimo livro A Cabana, de William P. Young, continua entre os mais vendidos, certamente para pessoas que deveriam aprimorar a leitura. Raymundo Netto prossegue com sua boa e “serial” crônica “Coisas engraçadas de não se rir”. O Dia da Mulher, terça, 08, foi lembrado por poucos. Estavam quase todos invocando Baco. Evoé. Parabéns a todas as mulheres, construtoras de um mundo sem limites neste século 21.

sexta-feira, 11 de março de 2011

I Encontro de Dramaturgia, Teatro e Cinema: inscrições abertas!


Clique na imagem para ampliar!


O I Encontro de Dramaturgia, Teatro e Cinema é uma parceria do "projeto cadaFalso" com a Universidade Estadual do Ceará/UECE e será realizado na Livraria Cultura Varanda Mall (Av. Dom Luís c/ Av. Virgílio Távora), no período de 27 a 31 de março.

O objetivo do evento é divulgar para o público em geral as pesquisas acadêmicas em torno do teatro, da literatura dramática e da intersemiose teatro-cinema.

Para isso, foram convidados professores, pesquisadores e estudantes de artes de várias instituições de Ensino Superior de Fortaleza, como a própria UECE, e também a UFC, UNIFOR e IFCE.

A PROGRAMAÇÃO COMPLETA pode ser conferidas no blogue do CADAFALSO (http://projetocadafalso.blogspot.com), assim como site da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/eventos)


Quem desejar receber certificado de participação terá de comparecer a, no mínimo, três datas da programação e pode efetivar a sua inscrição pelo emeio: projeto.cadafalso@gmail.com

Outras informações: (85) 8717-2610


Dia 27 de março: Dia Mundial Do Teatro e do Circo!!!

Lançamento "Revelações de um Maquisard", de Marcelo Gurgel


Revelações de um Maquisard

-edição bilingue (português e francês) -

de Marcelo Gurgel Carlos da Silva


(Expressão Gráfica e Editora)

— ganhador do Prêmio Literário para Autor (a) Cearense

Prêmio Eduardo Campos, de DRAMATURGIA, da SECULT/CE —


Data: 17 de março de 2011 (quinta-feira)

Horário: a partir das 19h30min

Local: Faculdade Farias Brito – Espaço da Palavra (rua Castro Monte, 1364, esquina com a Av. Dom Luiz, Varjota)

Apresentação da Obra e do Autor: Genuíno Sales, Diretor de Ensino da Organização Educacional Farias Brito e membro da Academia Cearense de Letras

Para aquisição de livros e contato com o Autor: marcelo@hospcancer-icc.org.br

ou pelo seu blgue: http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/


Sobre a Obra: Revelações de um Maquisard – Révélations d’un Maquisard, realização que além do apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará contou com a Universidade Estadual do Ceará, UNIMED Fortaleza e Aliança Francesa, trata-se de edição bilíngue com versão para o francês da Profa. Cristiene Ferreira da Silva e com o prefácio assinado pelo jornalista e teatrólogo Gilmar de Carvalho. Marcelo Gurgel, médico, economista e professor universitário, Doutor em Saúde Pública e Pós-Doutor em Economia da Saúde, também foi contemplado no Edital de Incentivo às Artes da SECULT, recentemente, com o romance Maquis: redenção na França ocupada.


Apoio Cultural

Secretaria da Cultura do Estado do Ceará

Lançamento "Quantas de Nós"


Quantas de Nós


de Maria Thereza Leite, Vânia Vasconcelos, Cleudene Aragão,

Carmélia Aragão, Inês Cardoso e Ruth de Paula


(Expressão Gráfica e Editora)

— ganhador do Prêmio Literário para Autor (a) Cearense

Prêmio Moreira Campos, de CONTOS, da SECULT/CE —


Data: 16 de março de 2011 (quarta-feira)

Horário: a partir das 19h

Local: Livraria Cultura (Shopping Varanda Mall - Av. Dom Luís, 1010, lojas 8, 9 e 10, Meireles)

Preço de lançamento: R$ 30,00

Apresentação da Obra e das Autoras: Tércia Montenegro

Para aquisição de livros: www.livrariacultura.com.br


Sobre a Obra: São trinta contos de seis autoras, abordando o universo feminino e seus desejos, sonhos, memórias, acidentes e incidentes, trajetórias diversas com tons pessoais. Neles há a perda, a nódoa da ausência, e por vezes a doçura do reencontro; a sensualidade de personagens envolvidos pelo cheiro, pelas cores e pelos sons; noutros há uma pitada dos sabores do nordeste, ao gosto regionalista. É um universo de curvas, algumas suaves, outras drásticas. A estrada às vezes corre tranquila, outras vertiginosamente, sem nunca se tornar monótona. E o caminho pode se estreitar num convite à vertigem. Como numa dança, as histórias apesar de conservarem seu individualismo, se misturam e se tecem simultaneamente numa estética de cores.


Apoio Cultural

Secretaria da Cultura do Estado do Ceará

Lançamento "Avó de Cães Mestiços" e "O Suicídio de Benício e a Adoção de Estela"


Avó de Cães Mestiços

de Eudismar Mendes


O Suicídio de Benício e a Adoção de Estela

de José Edir Paixão de Sousa


(PREMIUS Editora)

— ganhadores do Prêmio Literário para Autor (a) Cearense

Prêmios Milton Dias (Crônicas) e Jáder de Carvalho (Romance), respectivamente


Avó de Cães Mestiços


Data: 12 de março de 2011 (sábado)

Horário: a partir das 19h

Local: Pracinha do Condomínio Parque Jatahy (A. Filomeno Gomes, 100, Jacarecanga)

Apresentação da Obra e da Autora: Silas Falcão

Para aquisição de livros ou contato com a autora: eudis_dinda@hotmail.com

A sessão de autógrafos acontecerá durante o coquetel.


O Suicídio de Benício e a Adoção de Estela


Data: 15 de março de 2011 (terça-feira)

Horário: a partir das 19h

Local: Anfiteatro Willis Santiago Guerra Filho – Faculdade de Direito da UFC (entrada pela General Sampaio, Centro)

Para aquisição de livros ou contato com o autor: edirpaixao@yahoo.com.br

A sessão de autógrafos acontecerá durante o coquetel.


Apoio Cultural

Secretaria da Cultura do Estado do Ceará

Lançamento "Escrita à Beira do Desastre" e "Da Tornada um Voto À Surda Espalham"


Escritura à Beira do Desastre: escritos sobre a literatura contemporânea

de Roberto Bezerra de Menezes (organizador)


Da Tornada um Voto À Surda Espalham

de Cid Ottoni Bylaardt


(Expressão Gráfica e Editora)

— ganhadores do Prêmio Literário para Autor (a) Cearense

Prêmios Braga Montenegro, de ENSAIO/CRÍTICA LITERÁRIA,

e Jáder de Carvalho, de ROMANCE, da SECULT/CE —


Data: 11 de março de 2011 (sexta-feira)

Horário: a partir das 18h

Local: Sala Interarte, anexa à Casa de Cultura Alemã (Av. da Universidade, 2683, Benfica)

Para aquisição de livros e contato com os Autores:

Roberto Bezerra de Menezes - robertobmenezes@gmail.com

Cid Ottoni - cidobyl@ig.com.br


Apoio Cultural

Secretaria da Cultura do Estado do Ceará