
sábado, 21 de agosto de 2010
"Poemas de Mesa", coletânea de poemas do Ideal Clube

"Era uma Vez? Não Mais Era", do Poeta de Meia-Tigela

Que te foste e me deixaste
Comigo, sem que eu me baste.
Lançaste-me a mim, à fera
Que me sou: tigre, pantera.
Lacerei-me-laceraste.
Para erguer-me, qual guindaste?
O chão, meu corpo o encera.
Viraste a Contraquimera.
Mas esperei. Troncho, traste.
E agora que retornaste,
Sei que vivi dessa espera.
Extraído do "CONCERTO Nº 1NICO EM MIM MAIOR PARA PALAVRA E ORQUESTRA", 2º Movimento, Livro 1, Intermezzo, do Poeta de Meia Tigela
Cariri Mostrando a 9ª Arte de Quadrinhos e Animação





"Admirável Riso Novo", de Klévisson Viana

"Tex no Brasil", de G.G. Carsan


Adiós, amigos!
Para adquirir o livro e maiores informações: g.g.carsan@gerafoto.com
Videoconferência "A Reforma da Lei do Direito Autoral e o Livro e a Leitura", convite FLLEC (24.8)

Convite Aberto
O Fórum do Livro, da Leitura e da Literatura do Ceará/FLLEC, o SINDILIVROS, a Câmara Cearense do Livro, a Câmara Baiana do Livro e a Rede Nordeste do Livro e da Leitura, com apoio da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, convida escritores, livreiros, editores, gráficos, capistas, tradutores, ilustradores, gestores municipais e estaduais, representantes do SEBRAE e BNB, e demais interessados para Videoconferência que acontecerá na próxima terça-feira, 24 de agosto, das 14h às 17h, no BNB Passaré, com o tema “A Reforma da Lei do Direito Autoral e o Livro e Leitura”.
A videoconferência contará com a participação dos seguintes representantes do Ministério da Cultura:
- Samuel Barichello, da Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais (DDI/SPC);
- Maria Helena Signorelli, da Diretoria de Livro e Leitura da Secretaria de Articulação Institucional (DLL/SAI).
IMPORTANTE: em função da capacidade das salas do BNB, solicitamos que as inscrições sejam realizadas pelo e-mail augusta.minc@gmail.com, preferencialmente até o dia 23 de agosto de 2010, às 12h, informando nome, e-mail, RG e a localidade de origem.
O FLLEC conta com a participação de todos para o debate!
Responsáveis:
Mileide Flores (Rede Nordeste do Livro e da Leitura) - (85) 3491 7868 / 88029656
Tarciana Portella (Rede Nordeste do Livro e da Leitura)
Outras informações: (81) 3184.1300 ou 3184.1302
Fórum de Literatura e Leitura do Estado do Ceará-FLLEC
www.forumdeliteraturace.wordpress.com
Conselho Administrativo
Mileide Flores: 85 8802.9656
Luiza Amorim: 85 8804.0503
Francilio Dourado: 85 8681.6582
Sítio "Letras & Livros", ampliando seu acesso!

O sítio multicultural (literatura, música, cinema e variedades) Letras & Livros, criado, editado e mantido por Vladimir Araújo, ultrapassou a marca de 1.000.000 de acessos.
O editor nos solicita a divulgação de seu agradecimento a todos que acreditaram e compartilharam da ideia, em especial aos leitores e colaboradores.
Aproveitamos para destacar algumas das novidades de sua edição de agosto:
- Em Textos Escolhidos: Quintana Revisitado
- Em Livros : O adolescente de Fiódor Dostoiévski, e 2666, de Roberto Bolaño
- Em Artigos : Sobre livros e leitores, por Antonio Ozai, e Ao final das contas, por Maíra Araújo.
Os leitores e visitantes podem participar do sítio com o envio de textos, artigos, resenhas, produções literária, ou simplesmente com comentários ou críticas.
Para aqueles que farão sua primeira exploração, garantimos a leitura dos artigos, matérias e resenhas já publicadas em outras edições.
Aos autores cearenses o Letras & Livros reserva uma coluna especial, a Letras do Ceará, aberta a todos que quiserem participar com envio de material. Boa oportunidade para ganhar espaço no universo da rede mundial.
Visite, divulgue e participe:
e-mail para contatos :
siteletraselivros@yahoo.com.br
"Chuva de Cajueiros", crônica de Ana Miranda para O POVO (20.8)

Uma chuva saiu em linhas prateadas das brumas da noite e adentrou a manhã, levantando o cheiro antigo da terra molhada. Meus cajueiros, felizes, foram trabalhar, e passados uns dias botaram flores, que se abriram, cândidas. Depois as florinhas se cobriram de estrias encarnadas, de perfume como o lírio dos vales, conforme consta na mais antiga descrição do cajueiro, feita por Thevet, em 1558. Flor “lindíssima, variegada, a cor muitas vezes rosácea; a tal ponto rescende, sobretudo de manhã, que, durante todos os três meses de setembro, outubro e novembro, perfuma bosques inteiros, com grande deleite dos viajantes”. Depois do perfume, os frutos, e os talos vermelhos e amarelos. E cá estão os manás orvalhados, à minha mesa, perfumando a manhã.
O cajueiro é nosso. Em seu livro O cajueiro nordestino, Mauro Mota levantou algumas comprovações. Foi em nossa costa que o cajueiro decidiu existir e, generoso, escolheu os lugares mais secos, mais áridos, tirando da areia e da luz o que precisava para ser tão bonito, nutritivo, e saboroso. Quando colho um caju vermelho, ou amarelo, suculento, e o como ali mesmo debaixo do cajueiro, os pés no chão – cuidado com os bichos de pé!, experimento a plenitude da natureza. Uma vizinha costuma me mandar um vidro de compota de caju temperada com louro, e sinto-me a própria dona Brites, mulher do governador-geral, que se deliciava com o doce tirado dos tachos, ou o caldo sagrado das igaçabas indígenas.
Tenho quatro cajueiros no quintal, mas sei que aqui, onde fica a minha casa, havia muitos outros pés nativos, que foram derrubados, as crianças do povoado vinham antigamente comer cajus nesta duna em que habito. Quando colho baldes de caju, mando entregar na casa de mestre Oliveira, e de outros, que deviam ser aqueles meninos hoje despojados de seus bosques naturais, de sua infância, mas não de suas lembranças. A caminho de casa, pelos matos eu vejo um cajueiro ali, outro acolá, soterrando-se pelas areias, dando suas flores e talos e frutos. Textos antigos, como o de Laët, contam que havia bosques e bosques de cajueiros a cobrir praias, areais, a subir colinas, o chão ficava vermelho, “cajus em tal quantidade que não se pode dar consumo, pois os matos estão cheios deles”, ou o comentário de Conrad Guenther, segundo o qual podia-se andar durante horas através das matas de cajueiros da costa nordeste do Brasil. Não há mais tantos cajueiros assim, nós fomos ingratos, cortamos aos milhares essas árvores tão amigas e acolhedoras, capazes de acabar com a desnutrição, a fome, dá para fazer mil coisas com caju, com a árvore, com a casca, a seiva, as folhas, até as folhas secas servem, são um maravilhoso adubo. O cientista cearense, professor Carioca, descobriu utilidades combustíveis para o rejeito da pele da castanha, na química verde. Ele conta que nós jogamos fora por volta de um milhão e meio de toneladas de caju, todos os anos, só considerando os cajueiros cultivados. Estão estudando a transformação do caju em pó de caju, para a merenda das crianças. Caju tem proteína, tem vitaminas, tem ferro, sais minerais, zinco, fibras, uma oleosidade que previne colesterol alto... a casca é adstringente... a seiva produz tinta... o tronco produz goma...
Os botânicos seiscentistas já conheciam algumas propriedades do cajueiro. No tempo colonial, quando um marinheiro ou soldado chegava por aqui com escorbuto, cortavam seus lábios para o mal não progredir, mas então descobriram que o caju minorava essa enfermidade. Os índios conheciam ainda mais as qualidades do caju, chegavam a fazer guerras pela posse de cajuais, assim que caíam as chuvas de setembro, as chamadas Guerras do Acayu. Alimento de migração, tombança, comida de resistência... Maurício de Nassau deveria voltar com a sua multa de cem florins por cada cajueiro derrubado. Mil florins. Para cada cajueiro derrubado, dois cajueiros plantados. Colonos levaram as sementes para África, Índia, os elefantes as espalharam. E lá estão eles, produzindo frutas. Aqui, tantas derramadas no chão... Nem existem mais aquelas placas antigas, na porta das casas, Dá-se caju!
Ah cajueiros lindos, cajueiros de nossa infância... Quem é que nasceu por aqui e não tem um cajueiro em seu coração? Minha babá me ensinava os versinhos de Casimiro de Abreu, recordo vagamente... “Não te recordas, debaixo do cajueiro, lá da lagoa nas bordas, aquele beijo primeiro?”... e cantava, “Cajueiro pequenino, carregadinho de flores, eu também sou pequenina, carregadinha de amores...”
Ana Miranda, autora de Desmundo, Dias e Dias, Yuxin e Boca do Inferno.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
"A saga de uma unha do dedão do pé direito", crônica de Pedro Salgueiro para O POVO
sábado, 14 de agosto de 2010
Lançamento Show "Controle Remoto" de Tino Freitas na CULTURA! (15.8)

O Músico e jornalista cearense, radicado em Brasília desde 99, um dos mantenedores do projeto ROEDORES DE LIVROS de incentivo à leitura para crianças, estará em Fortaleza, 15 de agosto, domingo, às 17 horas, com o SHOW (músicas e histórias para crianças) + LANÇAMENTO do livro Controle Remoto, um programa para pais, filhos, sobrinhos, netos, afilhados e amigos.
Será na Livraria Cultura (Shopping Varanda Mall).