quarta-feira, 22 de abril de 2020

"Para Pensar e Viver nosso Patrimônio Cultural", de Luiza Helena Amorim



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Para Pensar e Viver nosso Patrimônio Cultural

Luiza Helena Amorim
Jornalista e mestranda em História Social
(Grupo de Estudos e Pesquisa em Patrimônio e Memória - GEPPM )

Quem faz a nossa História? Uma das formas de responder essa pergunta é através da escrita acadêmica, mas muitas vezes esta linguagem não é acessível, é hermética. Porém, existem pesquisadores que percorrem um caminho paralelo. Eles produzem conteúdo com uma linguagem acessível, voltados para um público não especializado. É a chamada “Divulgação Científica”, mas que na historiografia atual pode se situar dentro do campo da História Pública. Em comum, compartilham com a preocupação sobre a circulação dos conhecimentos, mas também se aproximam de “um exercício de responsabilidade social”, nas palavras de Nisia Trindade Lima, socióloga da Fiocruz.
Em tempos de embates pelo valor da cultura e dos seus bens, questões econômicas e retração do poder público, a Fundação Demócrito Rocha teve a sensibilidade de aproximar a Academia e a comunidade, em um esforço para difundir a importância da nossa cultura e promover a cidadania oferecendo o acesso às informações, segundo consta no site da instituição, valorizando-a “como setor estratégico para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, fortalecendo a intersetorialidade e a transversalidade”. A ação é simples e impactante: o curso online “Formação de Mediadores de Educação para Patrimônio”. Vale destacar que quando se fala em Educação Patrimonial, esta deve ser feita de forma horizontal, o que significa contar com a participação da comunidade e também dos detentores das referências culturais.
Em doze fascículos, o leitor se familiariza com questões legais, conceitos históricos, reflete sobre a realidade do entorno em que vive, bem como o contexto sociocultural e ambiental; é provocado a pensar sobre a importância de “reconhecer, proteger e valorizar o patrimônio cultural do município na sua diversidade de memórias e identidades”.
O material foi produzido por especialistas, dos quais alguns, são integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisa em Patrimônio e Memória (GEPPM) da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Neste tempo de isolamento social, o curso é uma alternativa para repensarmos os valores da cultura brasileira e dos espaços em que vivemos (a cidade edificada, o bairro, a rua), mas também as nossas práticas culturais vivenciadas e idealizadas. Quando a pandemia passar, e voltarmos às nossas rotinas (sem esquecer a dor que a doença nos causou), que possamos estar juntos dos nossos, ver o pôr do sol, e habitar os patrimônios da nossa cidade.


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